terça-feira, 3 de novembro de 2009

Made In Brazil - Made In Brazil (1974)

Formado em 1967, no bairro da Pompéia em São Paulo, de onde saíram outras grandes bandas como Mutantes e Tutti Frutti, o Made in Brazil é a banda mais antiga em atividade no Brasil. Ainda hoje, depois de diversas formações, continua fazendo seu rock and roll por aí. E quando digo diversas formações, leia-se muitas, mas muitas mesmo. Tanto que a banda ganhou um lugar no "Guiness", o livro dos Records como a banda em atividade com o maior número de formações em todo o mundo. Foram mais de 200! A banda foi formada pelos irmãos Oswaldo Vecchione, baixista e Celso Vecchione, guitarrista e na sua primeira formação, contava também com o baterista Rolando Castello Junior que depois formaria a ótima banda Patrulha do Espaço, com o percussionista Fenilli, com o tecladista Scavazzini e com o vocalista Cornelius, o "Cornelius Lucifer", dono de um vozeirão rouco e poderoso, um dos pontos altos desta primeira fase da banda.
O primeiro LP da banda, lançado em 1974, também chamado Made In Brazil, ficou conhecido como "o disco da banana", já que como pode-se perceber trazia o desenho de uma banana na capa. Sem dúvida o grande álbum da banda e um dos maiores clássicos do rock nacional. O disco era puro rock and roll, rápido, muita distorção, com ótimos vocais, solos de guitarra, e metais, fugindo um pouco da psicodelia e do progressivo que marcavam as grandes bandas brasileiras da época. O LP começa com "Anjo da Guarda", que mostra tudo isso. Apesar de ser talvez a canção mais conhecida desse álbum, pra mim o grande destaque fica para as três faixas seguintes. "A Mina" chega detonando tudo. A ótima "Doce" trás um riff marcante, uma forte presença dos teclados e explode no final. "Aquarela do Brasil", uma brincadeira com a composição de Ary Barroso, continua na mesma pegada. Um sequência de tirar o fôlego. Pra fechar o Lado A "Intupiu o Trânsito" dá uma diminuída no ritmo. O Lado B abre com tudo comm "Você Já Foi Vacinado", em que os metais são o destaque, e com "Tudo Bem, Tudo Bom". Um dos pontos mais altos é "Vamos Todos à Festa" um toque de blues no meio de tanta pauleira. Pauleira essa que continua na faixa seguinte "Menina Pare De Gritar". Pra fechar uma bonita balada, com um tema no mínimo curioso, "A Morte Não Tarda, Você Também Vai Morrer", cantado por belas vozes femininas é o refrão de "Uma Longa Caminhada". Um grande encerramento para esse ótimo disco. Ouvir esse álbum é saber que rock de grande qualidade já foi feito por aqui. E também lamentar que essas bandinhas sem vergonha de hoje em dia carreguem o nome de rock nacional. Quer rock and roll de verdade feito no Brasil? Então ouça este LP.

VINIL- Não é um disco fácil, mas não chega a ser raro como muitos dizem, pode ser encontrado por cerca de 30 a 35 reais.

LADO A
  1. "Anjo da Guarda" (Oswaldo Vecchione) - 3:14
  2. "A Mina" (Oswaldo Vecchione) - 2:12
  3. "Doce" (Oswaldo Vecchione, Celso Vecchione) - 2:56
  4. "Aquarela do Brasil" (Ary Barroso) - 2:49
  5. "Intupiu o Trânsito" ( A. Medeiros, C. Vecchione, O. Vecchione) - 3:33
LADO B
  1. "Você Já foi Vacinado" (Oswaldo Vecchione) - 2:45
  2. "Tudo Bem, Tudo Bom" (Oswaldo Vecchione, Noronha) - 2:50
  3. "Vamos Todos à Festa" (Oswaldo Vecchione) - 4:38
  4. "Menina Pare de Gritar" (Oswaldo Vecchione, Celso Vecchione) - 2:45
  5. "Uma Longa Caminhada"(Oswaldo Vecchione) - 3:50

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Sonny Boy Williamson - Down And Out Blues (1959)


Quem já procurou algo sobre Sonny Boy Williamson reparou algo curioso, um I ou II depois de seu nome. A explicação é bastante simples, existiram dois Sonny Boy Williamson. O primeiro, o "original", se chamava John Lee Williamson, falecido em 1948, morto em um assalto. Foi muito admirado por sua técnica com a gaita de boca, e deu o status que o instrumento não tinha antes. Ficou marcado por seu estilo característico de cantar uma frase e responder com a gaita, caracterísitca copiada por muitos músicos depois. Seu maior sucesso foi "Good Morning Little Schoolgirl". Sonny Boy Williamson II, este postado aqui, nasceu Aleck Ford. Conhecido também como "Rice", devido a seu apelido de infância, usou vários nomes artísticos como Alex Miller, Rice Miller e Willie Williamson. Em 1941, passou a usar o nome Sonny Boy Williamson. Além do nome, Rice pegou muito da técnica de seu antecessor e a desenvolveu ainda mais. Mesmo não sendo o original, Sonny Boy Williamson II acabou se tornado o mais conhecido dos dois. Um de seus melhores trabalhos é este, "Down And Out Blues", lançado pela famosa Chess Records em 1959. Na capa de Don Bronstein, um mendigo que teria sido um antigo artista da Chess Records. Este LP trás algumas das melhores canções de Sonny Boy, como a maravilhosa faixa de abertura "Don't Start Me Talkin' " e "Your Funeral And My Trial". Outros grandes destaques são o belo slow blues "Cross My Heart" e "All My Love In Vain". Ótimo disco desse mestre da gaita.

VINIL - Não encontrei referências sobre o valor deste LP


LADO A
  1. "Don't Start Me To Talkin" - 02:37
  2. "I Don't Know" - 02:28
  3. "All My Love In Vain" - 02:51
  4. "The Key (To Your Door)" - 03:17
  5. "Keep It To Yourself" - 02:52
  6. "Dissatisfied" - 02:52
LADO B
  1. "Fattening Frogs For Snakes" - 02:23
  2. "Wake Up Baby" - 02:59
  3. "Your Funeral and My Trial" - 0232
  4. "99" - 02:40
  5. "Cross My Heart" - 3:23
  6. "Let Me Explain" - 2:55


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Leaf Hound - Growers of Mushroom (1971)


O Leaf Hound surgiu no início dos anos 70 no Reino Unido. A banda foi formada a partir do fim do Black Cat Bones, grupo de Blues Rock. O vocalista Paul Kossof e o baterista Simon Kirke deixaram a banda para formar o Free. Pouco tempo depois o guitarrista Rod Price deixa também a banda para integrar o Foghat, sobrando assim os irmãos Derek Brookes, guitarrista e Stuart Brooks, baixista. Convidaram então o vocalista Peter French, que depois viria a integrar o Cactus e o Atomic Rooster, o guitarrista Mick Hails e o baterista Keith Young. Estava formado o Leaf Hound, e o Blues Rock do Black Cat Bones foi deixado de lado pra fazer o bom e velho Hard Setentista. Assim é "Growers of Mushroom", apesar da capa e do Mushroom no nome poder fazer com que muitos pensem que se trata de mais uma banda da psicodeia do fim dos anos 60. A sonoridade da banda lembra muito em alguns momentos o Led Zeppelin. Isso pode ser percebido na explosiva faixa de abertura, "Freelance Friend". A faixa seguinte, "Sad Road To The Sea" alterna momentos mais acústicos com outros mais "distorcidos". "Drowned My Life in Fear" é um dos grandes destaques do disco, riff marcante, e show de Peter French no vocal. Outro grade destaque fica para a faixa seguinte, "Work My Body", com seus mais de 8 minutos, com suas alternâncias de ritmo, momentos de beleza, outros de pauleira e belos solos de guitarra. "Stray", é puro Hard Stentista! Sonzeira da melhor qualidade! "With A Minute Ago" é uma belíssima balada. Curiosamente a faixa que leva o nome do álbum é a mais fraca, mas é muito boa também. A minha preferida é a faixa seguinte, "Stagnant Pool", mais uma de puro Hard Rock no melhor estilo das bandas clássicas do gênero. E mantendo o nível vem pra finalizar "Sawdust Ceaser". Leaf Hound é mais uma pérola do Hard Rock dos anos 70 que não recebeu o seu devido valor. Recomendadíssimo!
"escrito por Wilsão Campos 29/10/09"

VINIL - Raro! Nunca tinha visto a venda, fui procurar na internet e tomei um susto. Quer saber por quê? Dá uma procurada nos sites de vendas nacionais e internacionais que vai entender. Infelismente apesar da qualidade excelente do som, e da bela capa, se você não é muito bem afortunado, vai ter que se contentar em ouvir em MP3 mesmo, ou comprar o CD.

Lado A

  1. "Freelance Fiend" - 3:12
  2. "Sad Road To The Sea" - 4:23
  3. "Drowned My Life In Fear" - 3:03
  4. "Work My Body" - 8:13

Lado B

  1. "Stray" - 3:52
  2. "With A Minute To Go" - 4:22
  3. "Growers of Mushrooms" - 2:19
  4. "Stagnant Pool" - 4:03
  5. "Sawdust Ceasar" - 4:31

terça-feira, 27 de outubro de 2009

The Animals - The Animals (U.S) (1964)


O Animals foi uma banda de rock britânico dos anos 60, formada em Newcastle. O grupo liderado pelo vocalista Eric Burdon contava com Alan Price nos teclados, Hilton Valentine na guitarra, John Steel na bateria e Bryan "Chas" Chandler no baixo. O Animals fez parte, e foi um dos principais nomes da famosa "invasão britânica"ocorrida entre os anos de 1964 e 1967, quando diversas bandas do Reino Unido começaram a fazer sucesso nos Estados Unidos.
Este LP postado aqui é o primeiro da banda lançado nos Estados Unidos. Antes dele um outro LP, com o mesmo nome havia sido lançado na Inglaterra, porém com músicas e capa diferentes. Isso era um fato bastante comum entre as bandas britânicas da época. Em alguns casos uma ou outra música da versão inglesa era sacada para a entrada de singles de sucesso. No caso do Animals, seis das doze músicas foram trocadas. Uma que não fazia parte da versão lançada na Inglaterra e que foi incluída na versão americana, é aquela que se tornou o maior sucesso da banda, "House Of The Rising Sun". Infelismente foi lançada neste LP numa versão editada, mas ainda assim é ótima. Se trata de uma música folclórica americana, e não existe nenhuma informação certa sobre quem a compôs. Muitos regravaram, mas sem dúvida a melhor e mais conhecida versão é a que abre este LP. Uma faixa de abertura como essa já vale o disco, mas o que vem pela frente também é ótimo. O clássico rock britânico dos anos 60. Outros grandes destaques são "The Girl Can't Help It", "Babe Let Me Take You Home", "Around and Around" e em especial para "Talkin 'bout You" de Ray Charles. Todas as faixas são muito boas. Um disco para mostrar que o Animals é muito mais do que uma ou duas músicas.
"escrito por Wilsão Campos 23/10/09"

VINIL - Bem difícil. Pelo menos eu nunca vi, só em sites de venda internacionais, e ficava na faixa de U$10.


Lado A

  1. "House Of The Rising Sun" (Tradicional, arranjos Alan Price) (edited single version) – 2:58
  2. "Blues Feeling" (Jimmy Henshaw)
  3. "The Girl Can't Help It" (Bobby Troup)
  4. "Baby Let Me Take You Home" (Wes Farrell, Bert Russell)
  5. "Night Time Is The Right Time" (Lew Herman)
  6. "Talkin' Bout You" (Ray Charles)

Lado B

  1. "Around and Around" (Chuck Berry)
  2. "I'm In Love Again" (Dave Bartholomew, Fats Domino)
  3. "Gonna Send You Back To Walker" (Johnnie Mae Matthews)
  4. "Memphis Tennesse" (Chuck Berry)
  5. "I'm Mad Again" (John Lee Hooker)
  6. "I've Been Around" (Fats Domino)


domingo, 25 de outubro de 2009

John Lee Hooker - The Real Folk Blues (1966)


John Lee Hooker um dos maiores nomes do blues e considerado o pai do boogie, nasceu em Clarksdale, no Mississippi. Hooker conheceu o blues ainda jovem, quando seus pais se separaram e sua mãe se casou com o músico William Moore, que tocava blues. Trabalhou durante algum tempo em fábricas de tecido, até ser descoberto pelo empresário Bernie Besman em 1948. Neste mesmo ano lança seu primeiro LP "Sally Mae". Este disco continha "Boogie Chilen" seu maior sucesso, que estoura nas paradas. Com esse disco Hooker começa a ganhar grande destaque e o Boogie entra na moda. Depois disso mais de 100 discos foram lançados por ele (isso mesmo mais de 100!). Um deles, este, que faz parte da série de discos lançados pela Chess Records chamados de "The Real Folk Blues". Além de John Lee Hooker, também participaram desta série Muddy Waters, Howlin Wolf e Sonny Boy Williamson II. A voz poderosa de Hooker é o ponto mais alto do disco. O maior destaque fica para aquela que é a grande música de Hooker na minha opinião, a sonzeira de "One Bourboun, One Scotch, One Beer". A faixa que fecha o LP, "On The Waterfront" passa uma tranquilidade que impressiona. Instrumental bem baixo para o vozeirão de Hooker arrasar. Uma bela amostra de que John Lee tem uma das, senão a mais bela voz do blues. Outros destaques ficam para a faixa de abertura "Let's Go Out Tonight", para "I'm In The Mood" e "You Know I Now".
Bluesão de primeira!
"escrito por Wilsão Campos 23/10/09"

VINIL - Relativamente fácil de encontrar. Fica na faixa de 20 a 25 reais.

Todas as canções de autoria de John Lee Hooker menos onde existe referência.


Lado A

  1. "Let's Go Out Tonight" - 6:49
  2. "Peace Lovin' Man" - 3:49
  3. "Stella Mae" - 2:59
  4. "I Put My Trust In You" - 5:16


Lado B

  1. "I'm In The Mood" (Hooker, Bernard Besman)- 2:42
  2. "You Know, I Know" - 3:48
  3. "I'll Never Trust Your Love Again" - 3:19
  4. "One Bourbon, One Scotch, One Beer" - 2:59
  5. "The Waterfront" - 5:19

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Led Zeppelin - II (1969)


Uma banda lança um disco de estréia arrebatador, chega aos primeiros lugares das paradas e parte para uma turnê exaustiva. Durante a turnê, o grupo começa a preparar seu segundo álbum, compondo em quartos de hotéis, e gravando em diversos estúdios quando sobrava um tempinho. Espera-se portanto que este disco feito as pressas fique bem aquém do primeiro, e fracasse, certo? Sim, desde que a banda em questão não seja o Led Zeppelin. E o que teria tudo pra atrapalhar, acabou ajudando. O pouco tempo pra trabalhar as músicas acabou deixando as faixas com uma sonoridade muito mais crua. Isso somado a riffs incríveis, muito peso e algumas das canções mais clássicas do grupo, fez com que Led II se tornasse a pedra fundamental do Hard Rock, além de ter sido um dos álbuns que mais influenciaram o surgimento do Heavy Metal. O álbum começa com o riff matador de "Wholle Lotta Love", uma porrada subitamente interrompida, para a entrada do Theremin de Jimmy Page e pelos gemidos de Robert Plant claramente alusivos a um orgasmo, seguido por um solo fabuloso de Page. Em seguida "What Is And What Should Never Be", alternando momentos de calmaria com outros de pauleira. "The Lemon Song" é ótimo blues, com melodia baseada em "Killing Floor" de Howlin Wolf. A belíssima acústica "Thank You" foi composta por Plant para a sua esposa. O lado B começa como o A, mais um riff destruidor, e mais um clássico, "Heartbreaker". "Living Lovin Maid" mantém o ritmo, e a fantástica "Ramble On" é mais uma que começa como uma bela balada acústica e explode no refrão. John Bonham mostra por que pode ser considerado sem o menor exagero o melhor baterista do rock em "Moby Dick", tocada boa parte sem as baquetas. De deixar o queixo caído. Fechando com chave de ouro "Bring It On Home". Começa com um blues acústico até que a guitarra de Page dá a deixa para a banda chegar arrebentando.
Nesta sexta-feira (23/10) este segundo álbum do Led completou 40 anos do seu lançamento. Essa data não poderia passar em branco aqui, sendo que Led Zeppelin sempre foi a banda preferida deste que vos escreve. E Led II é sem dúvida uma das principais razões disso.
"escrito por Wilsão Campos 23/10/09"

VINIL - Os discos oficiais do Led Zeppelin são bem fáceis de encontrar. Não saem mais barato por serem bastante procurados. Este costuma ficar na faixa de 15 a 20 reais.

Lado A
  1. "Whole Lotta Love" (Bonham, Jones Page, Plant, Dixon) - 5:34
  2. "What Is And What Should Never Be" (Page, Plant) - 4:47
  3. "The Lemon Song" (Bonham, Jones, Page, Plant, Burnett) - 6:20
  4. "Thank You" (Page, Plant) - 4:47

Lado B

  1. "Heartbreaker" (Bonham, Jones, Page, Plant) - 4:15
  2. "Living Loving Maid (She's Just A Woman)" (Page, Plant) - 2:40
  3. "Ramble On" (Page, Plant) - 4:35
  4. "Moby Dick" (Bonham, Jones, Page) - 4:25
  5. "Bring It On Home" (Page, Plant, Dixon) - 4:19


Frank Zappa - One Size Fits All (1975)


Falar de Frank Vincent Zappa é sempre muito complicado. Fica difícil não exagerar nos elogios. E tarefa ainda mais difícil é querer definir o estilo de som que ele fazia. Apesar do Jazz e do Rock sempre serem os carros-chefe, Zappa viajou por tudo quanto é gênero musical, e sempre com uma criatividade e originalidade sem precedentes. E como se isso não bastasse Zappa ainda era um guitarrista talentosíssimo, apesar de o mesmo não se ver como um grande instrumentista e preferir ser visto apenas como um compositor. Esse talento de Zappa na guitarra está bastante presente em "One Size Fits All". Outro fator característico da carreira de Zappa também bastante presente nesse LP é o humor. Humor cínico, ácido, e por muitas vezes bastante crítico.
Tentar explicar e mesmo destacar alguma faixa é bobagem, disco maravilhoso do início ao fim, mas resumindo:
Vários estilos musicais misturados, muito humor, um gênio, um grande time de músicos, maravilhosos solos de guitarra. Isso é "One Size Fits All". Um dos melhores discos para quem quer conhecer melhor Frank Zappa, e disco obrigatório para quem já admira seu trabalho.
"escrito por Wilsão Campos 23/10/09"

VINIL - Um dos disco de Zappa mais fáceis de se encontrar, fica na faixa de 25 a 30 reais.

Todas as canções são de autoria de Frank Zappa.

Lado A

  1. "Inca Roads" – 8:45
  2. "Can't Afford No Shoes" – 2:38
  3. "Sofa No. 1" – 2:39
  4. "Po-jama People" – 7:39

Lado B

  1. "Florentine Pogen" – 5:27
  2. "Evelyn, a Modified Dog" – 1:04
  3. "San Ber'dino" – 5:57
  4. "Andy" – 6:04
  5. "Sofa No. 2" – 2:42

Onde Comprar - Parte 2

SÃO PAULO

Lojas da Galeria Nova Barão - duas entradas: Rua Sete de Abril, 154 e Rua Barão de Itapetininga, 37, no centro de São Paulo.

. Tuca Discos – Loja 70 - e-mail: http://www.blogger.com/tucachucknorris@ig.com.br - Cel.: (11) 8142-5617


. Extreme Noise Discos -
Loja 26 - site: http://www.extremenoisediscos.com.br - e-mail: infos@absurd.com.br - Tel.: (11) 3129-1655


. Art Rock -
Loja 48 - site: art.rock70@yahoo.com.br - Tel.: (11) 3214-2555


. Disco Sete –
Loja 24 - site: http://www.disco7vinil.com.br/ - e-mail: disco7vinil@ig.com.br


. Combat Rock -
Loja 66 - site: http://combatrockloja.blogspot.com - e-mail: combatrockloja@gmail.com - Cel: (11) 8741-5901


. Big Papa Records –
Loja 30 - Site: http://www.bigpaparecords.com - e-mail: bigpapa@bigpaparecords.com Tel.: (11) 3237-0176 Cel.: 8861-5611


. Engenharia do Vinil –
Loja 46 - e-mail: engvinil@ig.com.br Cels.: (11) 9460-2001/ 9100-9333


. Blue Sonic
– Loja 37 - captainray@bol.com.br Tel.: (11) 3151-4524


. Tuaregs
– Loja 68 - site: http://sites.google.com/site/tuaregsdiscos/ - e-mail: tuaregsdiscos@hotmail.com Tel.: (11) 6704-8367 Cel.: 8573-3846


. Mafer Records -
Loja 28

RIO DE JANEIRO


. Tropicália Discos
- Praça Olavo Bilac, nº 28 – Sala 207Centro (Próximo ao metrô Uruguaiana) (21) 22249215 Site: http://tropicaliadiscos.com.br/ e-mail: tropicalia@tropicaliadiscos.com.br


*FONTE: LongPlay Brasil.

Para mais informações e opiniões sobre cada um dos sebos postados acesse: http://longplaybrasil.wordpress.com/

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Camel - Moonmadness (1975)


O Camel é uma banda britânica de rock progressivo. Sem dúvida um dos maiores nomes do gênero. O grupo foi formado em 1971 por ex-integrantes da banda "The Brew". O guitarrista Andrew Latimer, o baterista Andy Ward e o baixista Doug Ferguson covidaram o tecladista Peter Badens para formar a banda "On" que teve esse nome por apenas uma apresentação, logo depois já mudando para Camel. Esta é a formação clássica do grupo, que já teve várias formações ao longo de sua história. Aliás "Moonmadness" é o último álbum com a formação clássica. Marca assim também o fim da grande fase do grupo, que antes de "Moonmadness" havia lançado outros dois álbuns excepcionais, "Snow Goose" e "Mirage". Após essa fase o Camel, caiu muito de qualidade, ao menos na minha opinião.
O álbum abre com "Aristillus", uma pequena introdução que serve como um aperitivo do que vem pela frente. A ótima "Song Within a Song" vem em seguida com seus sintetizadores e mudanças de ritmo. O maior destaque fica para a fantástica "Chord Change", onde a guitarra de Latimer brilha. Nas belas e calmas "Spirt of the Water" e "Air Borne" é a flauta que fala mais alto. "Another Night" ao contrário é a faixa mais forte, dando uma quebrada no clima. Pra fechar, e muito bem, "Lunar Sea", onde Bardens é quem brilha.
A obra-prima do Camel, e um dos grandes álbuns do Rock Progressivo. Fundamental!
"escrito por Wilsão Campos 19/10/09"

VINIL - Não é daqueles que se encontra em qualquer sebo por aí, mas não chega a ser um disco difícil. Fica na faixa de 20 a 25 reais.


Lado A

  1. "Aristillus" (Andrew Latimer) – 1:56
  2. "Song Within a Song" (Peter Bardens, Latimer) – 7:14
  3. "Chord Change" (Bardens, Latimer) – 6:44
  4. "Spirit of the Water" (Bardens) – 2:07
Lado B



  1. "Another Night" (Latimer, Bardens, Andy Ward) – 6:57
  2. "Air Born" (Bardens, Latimer) – 5:01
  3. "Lunar Sea" (Bardens, Latimer) – 9:10


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Dust - Dust (1971)


O Dust foi um power trio americano de Hard Rock do início dos anos 70. O grupo durou pouco tempo e lançou apenas dois discos, este e "Hard Attack" também muito bom. A banda contava em sua formação com o guitarrista e vocalista Richie Wise, o baixista Kenny Aaronson, e com o baterista Marc Bell. Com o fim da banda cada um seguiu seu rumo. Wise passou a produzir o Kiss. Aliás a língua pra fora de Gene Simmons, marca famosíssima do Kiss, foi "roubada" de Wise, isso dito pelo próprio Simmons, que disse ter visto a cena durante um show do Dust. Aaaronson fez parte de outras bandas, entre elas o Blue Oyster Cult. Marc Bell foi o que conseguiu mais sucesso, mas com outro nome. Se tornou Marky Ramone, o motivo dispensa explicações.
O LP começa com dois petardos de puro Hard Setentista, "Stone Woman" e "Chasin' Ladies". O blues "Goin' Easy" trás uma bela slide guitar, e é seguida pelo peso de "Love Me Hard". O grande destaque fica para "From a Dry Camel", talvez a mais conhecida do grupo, Hard Rock com clima psicodélico. Em seguida a melancólica "Often Shadows Felt" e pra fechar a empolgante instrumental "Loose Goose"
Mais uma banda da série "Por que não fizeram sucesso?". Disco e banda que merecem entrar em qualquer lista de melhores do Hard Rock dos anos 70. Sonzeira!
"escrito por Wilsão Campos 19/10/09"


VINIL - Disco bem difícil de achar. Não costuma sair por menos de 100 reais.

Lado A

  1. "Stone Woman" - 4:03
  2. "Chasin' Ladies" - 3:39
  3. "Goin' Easy" - 4:30
  4. "Love Me Hard" - 5:30

Lado B

  1. "From a Dry Camel" - 9:52
  2. "Often Shadow Felt" - 5:12
  3. "Loose Goose" - 3:49


sábado, 17 de outubro de 2009

Eric Clapton - From the Cradle (1994)


Eric Clapton talvez seja o nome que mais tenha aparecido aqui no Rock Na Vitrola. Já apareceu como o "Derek" do Derek and the Dominos, ao lado do John Mayall's Blues Breakers, com o Cream, no álbum de George Harrison e mais recentemente na banda de Howlin' Wolf. Isso se não estiver me esquecendo de mais algum. Porém não havia postado nenhum álbum solo do "Deus da guitarra", como dizia a famosa pichação no muro de Londres, apesar de, como dito no blog, Derek and the Dominos já poder ser considerado carreira solo.
Enfim, o fato é que esse disco não foi escolhido por acaso. Aliás não faço idéia do porquê de eu ainda não ter postado essa maravilha. O álbum conta com 16 faixas de versões de Clapton para grandes clássicos do blues, e em boa parte delas versões superiores as originais. Pra abrir com tudo a empolgante "Blues Before Sunrise", seguida pela belíssima "Third Degree". A sequência seguinte é incrível. Três dos maiores clássicos do blues, "Reconsider Baby", "Hoochie Coochie Man" e "Five Long Years". A minha preferida é a acústica "How Long Blues", deliciosa de se ouvir. "Blues Leave me Alone" é daqueles blues típicos pra se ouvir num bar tomando sua cerveja. Em "Sinner's Prayer" Clapton mostra que também é um ótimo vocalista. "Motherless Child" foge um pouco do "tema" digamos assim, mas é uma faixa bem bacana. Outro grande clássico vem na sequência, "It Hurts Me Too" de Elmore James. "Someday After a While" é mais um belo Slow Blues. "Driftin" é mais uma acústica. Violão, pé batendo no chão e mais nada. E pra fechar com chave de ouro mais uma do grande Willie Dixon, "Groanin The Blues".
Um dos melhores discos de blues que ouvi na vida. Simplesmente fantástico!
"escrito por Wilsão Campos 17/10/09"

VINIL - Não foi um disco fácil de achar, pelo menos pra mim. Vi poucas vezes a venda tanto na internet quanto em sebos, o que é perfeitamente normal visto que é de 94. Mas o curioso é que as poucas vezes que vi não pediam tanto, na faixa de 20 a 25 reais. E pode ser achado até por cerca de 5 a 10 reais em alguns sebos. Talvez seja um disco fácil e eu que não tenha dado sorte, já que demorei bastante pra encontrar essa pérola.

Lado A
  1. "Blues Before Sunrise" (Leroy Carr) – 2:58
  2. "Third Degree" (Eddie Boyd/Willie Dixon) – 5:07
  3. "Reconsider Baby" (Lowell Fulson) – 3:20
  4. "Hoochie Coochie Man" (Willie Dixon) – 3:16
  5. "Five Long Years" (Eddie Boyd) – 4:47
  6. "I'm Tore Down" (Sonny Thompson) – 3:02
  7. "How Long Blues" (Leroy Carr) – 3:09
  8. "Goin' Away Baby" (Lane) – 4:00

Lado B

  1. "Blues Leave Me Alone" (Lane) – 3:36
  2. "Sinner's Prayer" (Lowell Fulson/Glenn) – 3:20
  3. "Motherless Child" (Traditional) – 2:57
  4. "It Hurts Me Too" (Elmore James) – 3:17
  5. "Someday After A While" (Freddie King/Sonny Thompson) – 4:27
  6. "Standin' Round Crying" (McKinley Morganfield) – 3:39
  7. "Driftin" (Brown/Johnny Moore/Williams) (Johnny Moore's Three Blazers) – 3:10
  8. "Groaning The Blues" (Willie Dixon) – 6:05


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Andwella's Dream - Love and Poetry (1969)

O Andwella's Dream foi uma banda surgida na cidade de Belfast, na Irlanda no meio dos anos 60. A banda inicialmente se chamava Method, mas mudou o nome para Andwella's Dream quando se mudou pra Londres. O nome segundo David Lewis, líder da banda, teria surgido para ele em um sonho. "Love and Poetry" lançado em 1969, retrata bem o fim dos anos 60. Psicodelia, belas melodias, mesclando canções lisérgicas com outras mais pop. Enfim, é uma grande viagem, ótima por sinal.
Mesmo pouco conhecido esse álbum pode seguramente figurar entre os melhores do estilo. A qualidade das canções, e a criatividade da banda impressiona. A primeira faixa "The Days Grew Longer For Love" já mostra bem isso, começa como uma típica canção do rock sessentista, mas conta com a entrada de duas guitarras se intercalando de forma arrepiante. Já a ótima Sunday tem uma pegada mais rock and roll. A faixa seguinte é pura psicodelia, piração total. Daí pra frente fica difícil destacar alguma faixa, são todas muito boas, com um instrumental sensacional.
Daqueles discos que você baixa por curiosidade, ouve sem muita expectativa, e fica de boca aberta depois. Muito bom!
"escrito por Wilsão Campos 15/10/09"

VINIL - Apesar de ser difícil de encontrar não costuma sair tão caro. Quer dizer, pelo menos não pelo que poderia se esperar. Pode ser encontrado por cerca de 80 reais.


Todas as canções de autoria de David Lewis.

Lado A
  1. "The Days Grew Longer For Love" - 03:56
  2. "Sunday" - 03:12
  3. "Lost A Number Found A King" - 06:03
  4. "Man Without A Name" - 02:41
  5. "Clockwork Man" - 02:44
  6. "Cocaine" - 04:59

Lado B
  1. "Shades Of Grey" - 03:37
  2. "High On A Mountain" - 02:32
  3. "Andwella" - 03:15
  4. "Midday Sun" - 03:41
  5. "Take My Road" - 03:22
  6. "Felix" - 04:16
  7. "Goodbye" - 02:17



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Grand Funk Railroad - Live Album (1970)


A transição da década de sessenta para a de setenta foi também um período de transição para o rock and roll. Começam a sair de cena as belas melodias e a psicodelia do fim dos anos 60 e começa a entrar o peso do Hard Rock. E quando se fala de peso, se fala de Grand Funk Railroad. O power trio americano ficou mundialmente conhecido justamente por conseguir fazer um som com muito peso, mas ao mesmo tempo de extrema qualidade. E uma característica marcante da banda é que conseguia passar toda a energia que possuia para os discos de estúdio. Prova disso são os primeiros discos da banda, em especial o Closer To Home, o Grand Funk, mais conhecido como Red Album, e o já postado nesse blog E Pluribus Funk. Mas se no estúdio a banda já era explosiva, imagine então ao vivo. Bom, pra que imaginar quando você pode escutar. O Live Album é um ótimo registro disso. O álbum é uma reprodução exata do que acontece nos show, sem remixagem, sem overdub ou nada do tipo. É aquilo ali, muita energia, muito peso, muito rock and roll. O álbum trás canções de sucesso do grupo como "Are You Ready?", "Paranoid" e "In Need". As ótimas "Heartbreaker" e "Mean Mistreater" são duas baladas "enganosas", já que vão ganhando peso e acelerando até explodir no melhor estilo Grand Funk. O ponto mais alto vem com os quase 14 maravilhosos minutos de "Inside Looking Out" um dos maiores clássicos do grupo.
Se depois de baixar este disco, por algum motivo você não puder aumentar muito o volume, deixa ele aí guardado. No momento certo ponha o som no talo e o coloque pra tocar! Não vai se arrepender. Garanto!
"escrito por Wilsão Campos 11/10/09"

VINIL - Não é tão difícil de se encontrar. Mas é duplo e bastante procurado, portanto bem valorizado. Fica aí na faixa de 30 a 40 reais.

Todas as canções de autoria de Mark Farner menos onde existe nota

DISCO 1

Lado A
  1. "Introduction" -2:26
  2. "Are You Ready" - 3:38
  3. "Paranoid" - 7:19
  4. "In Need" - 10:58

Lado B

  1. "Heartbreaker" - 7:10
  2. "Inside Looking Out" (J. Lomax, A. Lomax, Eric Burdon, Bryan "Chas" Chandler) - 13:43

DISCO 2

Lado A

  1. "Words Of Wisdom" - 0:52
  2. "Mean Mistreater" - 4:53
  3. "Mark Says Alright" (Farner, Don Brewer, Mel Schacher) - 5:13
  4. "T.N.U.C" - 10:54

Lado B

  1. "Into The Sun" - 11:26


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Point Blank - Second Season (1977)

O Point Blank é uma banda americana de Southern Rock, formada em 1974, no Texas. É mais uma pérola desse estilo que possui grandes bandas como o Lynyrd Skynyrd, Allman Brothers e a fase inicial da carreira do ZZ Top. A banda foi descoberta justamente pelo produtor do ZZ Top, Bill Ham, que produziu os dois primeiros discos da banda, um deles este, na minha opinião o melhor deles. Apesar de não ter conseguido fazer o mesmo sucesso, a banda formada pelos guitarristas Rusty Burns e Kim Davies, pelo vocalista John O'Daniel, o baterista Buzzy Gruen e o baixista Philip Petty, não fica atrás dos grandes nomes do gênero em qualidade.
O LP começa com a explosiva faixa "Part Time Lover" com a guitarra fazendo a base para um violão arrebatador. "Back in the Alley" é um bluezão daqueles. A ótima faixa seguinte "Rock and Roll Hideaway" como o nome indica é puro rock and roll. Uma parada para respirar com duas ótimas baladas, "Star and Scars" com solos de arrepiar e um cover de Bob Seger's, "Beautiful Loser". O rock volta com tudo nas três faixas seguintes. E pra fechar mais uma balada "Waiting for a change". Sonzeira de primeira!
"escrito por Wilsão Campos 09/10/09"

VINIL - O Point Blank tem um LP que se acha até com uma certa facilidade, o "The Hard Way" de 1980, outros eu nunca vi, não sei ao certo quanto valem.

Lado A
  1. "Part Time Lover" (Kim Davis, Peter Gruen, James Burns) - 3:54
  2. "Back In The Alley" (Kim Davis, Peter Gruen, James Burns) - 4:14
  3. "Rock And Roll Hideaway"(Kim Davis, Peter Gruen, James Burns) - 3:16
  4. "Stars And Scars"(Kim Davis, James Burns) - 8:19
Lado B
  1. "Beautiful Loser"(Bob Seger's ) - 4:06
  2. "Uncle Ned" (Kim Davis, Peter Gruen, James Burns)- 3:51
  3. "Tattooed Lady"(Kim Davis, James Burns) - 4:14
  4. "Nasty Notions" (Kim Davis Peter Gruen, James Burns) - 3:20
  5. "Waiting For A Change"James Burns - 4:46

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Howlin' Wolf - The London Sessions (1971)


Chester Arthur Burnett, o Howlin Wolf foi um dos maiores bluesman americanos. Alguns fatos já dizem muito sobre Howlin Wolf. Pra início de conversa ele nasceu no Mississippi, a terra do blues. Além disso aprendeu a tocar guitarra com outros grandes bluesman, Charley Patton e Sonny Boy Williamson que também ensinou Howlin a tocar gaita.
The London Sessions foi uma série lançada pela Chess Records no começo dos anos 70. Nesta série quatro consagrados nomes do blues, Muddy Waters, Bo Diddley, Chuck Berry, além do próprio Wolf, tocavam ao lado de jovens britânicos de grande talento. Entre os jovens talentos presentes no disco de Howlin Wolf, simplesmente nomes como Charlie Watts, Steve Winwood e Eric Clapton. Além da participação em algumas faixas de Klaus Voorman, Ian Stewart e Ringo Star.
Dos quatro discos da série, este sem dúvida é o melhor. O vozeirão de Wolf, e mais esse time de feras são responsáveis por versões maravilhosas de grandes clássicos do Blues. Fica até difícil citar alguma mas, “I Ain´t Superticious”, “Sittin´ On Top of the World”, “Worried About My Baby”, “Poor Boy”, “The Red Rooster” e “Killing Floor” são exepcionais.
Mesmo com esse grande time de músicos Howlin Wolf consegue mostrar todo o seu talento, e brilhar.
Se você gosta de blues, esse não pode faltar de maneira alguma na sua coleção.
"escrito por Wilsão Campos 07/10/09"

VINIL - Este LP é encontrado com duas capas diferentes, essa postada é um pouco mais difícil e, portanto, um pouco mais cara, fica na faixa de 25 a 30 reais. A com capa diferente sai por cerca de 10 reais.

Lado A


  1. "Rockin' Daddy" (Howlin' Wolf) - 3:43
  2. "I Ain't Superstitious" (Willie Dixon) - 3:34
  3. "Sittin' On Top Of The World" (Howlin' Wolf) - 3:51
  4. "Worried About My Baby" (Howlin' Wolf) - 2:55
  5. "What A Woman!" (James Olden) - 3:02
  6. "Poor Boy" (Howlin' Wolf) - 3:04

Lado B

  1. "Built For Comfort" (Willie Dixon) - 2:08
  2. "Who's Been Talking?" (Howlin' Wolf) - 3:02
  3. "The Red Rooster (Rehearsal)" (Howlin' Wolf) - 3:58
  4. "Do The Do" (Willie Dixon) - 2:18
  5. "Highway 49" (Joe Lee Williams) - 2:45
  6. "Wang-Dang-Doodle" (Willie Dixon) -3:27

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Burning Plague - Burning Plague (1970)


Conhece Burning Plague? Se você não é mais um garimpeiro de coisas raras do rock e do blues como eu, a resposta provavelmente é não. Mas o fato de ser uma banda totalmente desconhecida não tem absolutamente nada a ver com a qualidade do som que a banda faz. Muito pelo contrário.
Um primeiro fator que a torna pouco conhecida talvez seja sua origem. Burning Plague é da Bélgica, país que contribue com poucas bandas de rock para o cenário mundial.
Porém, o Burning Plague não deixa nada a desejar para as bandas americanas e inglesas do seu estilo musical, o Blues Rock, ou Hard Blues. E no caso da banda, é o Blues que fala mais alto.
Este LP é o único da banda com sua formação original. Nos anos 90, ocorreu uma volta do Burning Plague mas com uma outra formação.
Apesar de não ter feito grande sucesso o Burning Plague chegou a dividir o palco com grandes bandas como o Yes, o Black Sabbath e o Pink Floyd.
A música que abre o disco "A38", é um blues rock, em que o destaque absoluto fica para as guitarras de Michael Heslop e Alex Capelle. Já a faixa seguinte é um slow blues, cheio de feeling. Um dos grandes destaques do disco fica para a terceira faixa, a acústica "Follow That Road", com uma gaita e uma slide guitar arrasadoras. "Hairy Sea" é mais um belo blues, e em seguida vem "Night Travellin' Man" a mais rock and roll do álbum. Nas faixas seguinte, puro blues, e sempre de grande qualidade.
Altamente recomendado!
"escrito por Wilsão Campos 05/10/09"

VINIL - Bom, nem precisa dizer que é raridade né? Não achei o LP a venda em lugar nenhum nem mesmo na internet, então não faço idéia de quanto custa, mas não deve ser nada barato.

Lado A

  1. "A38" - 2:50
  2. "She Went Riding" - 08:13
  3. "Follow That Road" - 03:29
  4. "Hairy Sea" - 06:21

Lado B



  1. "Night Travellin' Man" - 05:20
  2. "First Time I Met You" - 04:37
  3. "Life is Nonsense" - 04:23
  4. "Will I Find Somebody" - 06:06



domingo, 4 de outubro de 2009

The Jimi Hendrix Experience - Electric Ladyland (1968)


O primeiro disco postado no Rock na Vitrola foi "Are You Experienced?" do Jimi Hendrix Experience, trio formado por Mitch Mitchell, Noel Redding e claro, Jimi Hendrix. Sendo assim, pra marcar essa volta do blog mais uma pérola desse gênio da guitarra.

"Electric Ladyland" é o terceiro e último álbum do Jimi Hendrix Experience, e talvez seja o que melhor mostra todo o potencial de Hendrix. Sempre lembrado como um dos, ou o maior guitarrista de todos os tempos, Jimi não era apenas um instrumentista fantástico, era um compositor de imenso talento e que estava sempre inovando e criando tendências que tiveram influência em tudo o que foi feito no rock and roll dali em diante.
Hendrix tirava sons e criava efeitos inacreditáveis com sua guitarra, e sempre com muita naturalidade.
E a medida que a tecnologia de estúdio e os efeitos de guitarra iam se aprimorando, Hendrix sempre fazia o melhor uso possível de tudo isso.
O Lado A do primeiro disco é uma mostra da diversidade musical que Hendrix apresentava naquele momento. A faixa de abertura, a vinheta "And the Gods Made Love", é uma amostra do uso dos efeitos de estúdio. "Have You Ever Been (To Electric Ladyland)" um calmo soul é seguida pela explosiva "Crosstown Traffic". E pra fechar um dos destaques do álbum, o íncrível blues "Voodoo Chile" com seus 15 minutos, dos quais nenhum segundo merece ser descartado.
Outros dois grandes destaques do álbum ficam por conta de duas versões, "Come One", de Earl King e "All Along the Watchtower", de Bob Dylan. Dentre tantas versões existentes desta música, esta de Jimi é, na minha opinião, a melhor delas. Pra fechar esta obra-prima, a ótima "Voodoo Child (Slight Return)".
Uma viagem musical. Disco fundamental!
"escrito por Wilsão Campos 03/10/09"

VINIL - Não chega a ser um disco difícil, porém é muito valorizado, além de ser duplo. Por isso o preço costuma ser um pouco salgado. Possui três capas diferentes. O LP que possui esta capa postada no blog é o mais caro, chega a custar entre 80 e 100 reais. As outras duas podem ser encontradas por cerca de 60 reais.

Todas as canções são de Jimi Hendrix, exceto onde comentado
DISCO 1
Lado A
  1. "...And The Gods Made Love" - 1:21
  2. "Have You Ever Been (to Electric Ladyland)" - 2:12
  3. "Crosstown Traffic" - 2:25
  4. "Voodoo Child" - 15:05
Lado B
  1. "Little Miss Strange" (Noel Redding) - 2:50
  2. "Long Hot Summer Night" - 3:30
  3. "Come on (Let The Good Times Roll)" (Earl King) - 4:10
  4. "Gypsy Eyes" - 3:46
  5. "Burning Of The Midnight Lamp" - 3:44
DISCO 2
Lado A
  1. "Rainy Day, Dream Away" - 3:43
  2. "1983... (A Merman I Should Turn To Be)" - 13:46
  3. "Moon, Turn The Tides...Gently Away" - 1:01
Lado B
  1. "Still Raining, Still Dreaming" - 4:24
  2. "House Burning Down" - 4:35
  3. "All Along The Watchtower" (Bob Dylan) - 4:01
  4. "Voodoo Child (Slight Return)" - 5:14

quarta-feira, 25 de junho de 2008

UFO - Strangers In The Night (1978)

O UFO é uma banda inglesa de Hard Rock, formada em 1969. Composta em sua formação original pelo vocalista Phil Mogg, pelo guitarrista Mick Bolton, pelo baixista Pete Way e pelo baterista Andy Parker a banda que anteriormente se chamava Hocus Pocus, teve grande importância para o surgimento do Heavy Metal.
Após lançar dois álbuns com essa formação, Mick Bolton deixa o grupo e é substituído por Michael Schenker, fazendo a formação mais clássica da banda.
O UFO possui alguns ótimos trabalhos de estúdio como Phenomenon e Lights Out. Mas o ao vivo Strangers In The Night é sem dúvida o ponto mais alto da carreira do grupo. O álbum foi gravado durante uma turnê americana do álbum Lights Out, e marca a melhor fase da banda, com apresença do tecladista Paul Raymond e ainda contando com Michael Schenker que deixaria a banda logo depois.
O LP conta com algum dos maiores clássicos do UFO. O maior destaque fica sem dúvida para a excelente "Doctor Doctor", mas "Lights Out", "Rock Bottom", "Love To Love" entre outras não ficam atrás. Tocadas com muita energia todas as faixas ganharam versões bem superiores as originais de estúdio.
Mais um Lp que pode entrar para a lista dos melhores ao vivo do rock.
"escrito por Wilsão Campos 25/06/08"

VINIL- Disco difícil de achar, bem procurado e duplo. Potanto não costuma sair muito barato. Fica na faixa de 70 reais.


DISCO1

Lado A


  1. "Natural Thing" – (Mogg/Schenker/Way) – 3:57
  2. "Out in the Street" – (Mogg/Way) – 5:07
  3. "Only You Can Rock Me" – (Mogg/Schenker/Way) – 4:08
  4. "Doctor Doctor" – (Mogg/Schenker) – 4:42
Lado B

  1. "Mother Mary" – (Mogg/Parker/Schenker/Way) – 3:25
  2. "This Kids" – (Mogg/Schenker) – 5:11
  3. "Love to Love" – (Mogg/Schenker) – 7:58


DISCO2

Lado A

  1. "Lights Out" – (Mogg/Parker/Schenker/Way) – 5:23
  2. "Rock Bottom – (Mogg/Schenker) – 11:08
Lado B

  1. "Too Hot to Handle" – (Mogg/Way) – 4:26
  2. "I'm a Loser" – (Mogg/Schenker) – 4:13
  3. "Let It Roll" – (Mogg/Schenker) – 4:48
  4. "Shoot Shoot" – (Mogg/Parker/Schenker/Way) – 4:07

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Mountain - Climbing! (1970)

O Mountain foi uma banda americana de hard-rock formada no início dos anos 70 pelo baixista Felix Pappalardi, produtor do Cream e pelo guitarrista e vocalista Leslie West. Para completar a banda foram convidados o tecladista Steve Knight e o baterista Corky Lang. Apesar da banda ter sempre sido elogiada pela crítica nunca conseguiu grande sucesso comercial. O Mountain fazia um som pesado, bem rock and roll, com uma sonoridade crua e de muita qualidade. "Climbing!" é o álbum de estréia e também o grande trabalho da banda. A explosiva faixa de abertura "Mississippi Queen" é o destaque do LP, e também a canção mais conhecida do grupo. A voz forte e a guitarra de West são os pontos altos da faixa. Ela ganhou versões de gente como Ozzy Osbourne, ZZ Top e Grand Funk Railroad.
"Never In My Life", "Silver Paper", "Sittin' On A Rainbow" e "The Boys in the Band", seguem a mesma linha da faixa de abertura, com muita pegada, riffs fortes e muito rock an roll.
"The From an Imaginary Western" e "For Yasgur's Farm" são duas belas baladas, e compeltando duas ótimas faixas acústicas, a instrumental "To My Friend" e "Laird".
Sonzeira da melhor qualidade!
"escrito por Wilsão Campos 23/06/08"

VINIL - Disco um pouco difícil de achar, mas não chega a ser raro. Fica na faixa de 60 a 70 reais.

Lado A

  1. "Mississippi Queen" - 2:32
  2. "Theme From an Imaginary Western" - 5:07
  3. "Never in My Life" – 3:53
  4. "Silver Paper" – 3:18

Lado B

  1. "For Yasgur's Farm" – 3:23
  2. "To My Friend" - 3:38
  3. "Laird" - 4:39
  4. "Sittin' on a Rainbow" - 2:22
  5. "The Boys in the Band" – 3:43

terça-feira, 20 de maio de 2008

Beck, Bogert & Appice - Jeff Beck, Tim Bogert & Carmine Appice (1973)

Este é o LP de estréia, e único de estúdio lançado por este sensacional power trio, composto pelo gênio das guitarras Jeff Beck, ex- Yardbirds e Jeff Beck Group, pelo baixita Tim Boggert e pelo baterista Carmine Appice que fizeram parte do Vanilla Fudge e do Cactus.
O convite de Beck para a formação do power trio foi feito antes da dupla Boggert e Appice formar o Cactus, mas um acidente de carro do guitarrista impediu que isso ocorresse. Com o fim do Cactus Beck, já recuperado voltou a fazer o convite, que dessa vez foi aceito.
A reunião desses três grandes talentos do rock não poderia dar em outra coisa senão nesse ótimo LP.
O álbum abre com "Black Cat Moan" um ótimo blues rock com slides sensacionais de Beck. Em seguida "Lady" com vocais que lembram o Cream, e show de técnica dos três e a bela balada "Oh To Love You". A excelente "Superstition", cover do clássico de Stevie Wonder foi o grande sucesso do LP. "Sweet Sweet Surrender" é mais uma balada. "Why Should I Care" volta a quebrar tudo, com bastante rock and roll. "Lose Myself with You" e "Livin' Alone" mantém o ritmo. Fechando vem a melhor balada do álbum "I"m So Proud".
Se você ainda não conhece, pode baixar que não vai se arrepender. Muito bom!
"escrito por Wilsão Campos 20/05/08"

VINIL - Não é um disco difícil, pode ser encontrado na faixa de 20 a 30 reais.

Lado A
  1. "Black Cat Moan" (Don Nix) – 3:44
  2. "Lady" (Appice/Beck/T. Boggert/J. Bogert/Paul French/Duane Hitchings) – 5:33
  3. "Oh to Love You" (Appice/Beck/T. Bogert/J. Bogert/French/Hitchings) – 4:04
  4. "Superstition" (Stevie Wonder) – 4:15
Lado B
  1. "Sweet Sweet Surrender" (Nix) – 3:59
  2. "Why Should I Care" (R. Kennedy) – 3:31
  3. "Lose Myself with You" (Appice/Beck/T. Bogert/J. Bogert/French) – 3:16
  4. "Livin' Alone" (Appice/Beck/T. Bogert/J. Bogert) – 4:11
  5. "I"m So Proud" (Curtis Mayfield) – 4:12