Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

UFO - Srangers In The Night (1978)

O UFO é uma banda inglesa de Hard Rock, formada em 1969. Composta em sua formação original pelo vocalista Phil Mogg, pelo guitarrista Mick Bolton, pelo baixista Pete Way e pelo baterista Andy Parker a banda que anteriormente se chamava Hocus Pocus, teve grande importância para o surgimento do Heavy Metal.
Após lançar dois álbuns com essa formação, Mick Bolton deixa o grupo e é substituído por Michael Schenker, fazendo a formação mais clássica da banda.
O UFO possui alguns ótimos trabalhos de estúdio como Phenomenon e Lights Out. Mas o ao vivo Strangers In The Night é sem dúvida o ponto mais alto da carreira do grupo. O álbum foi gravado durante uma turnê americana do álbum Lights Out, e marca a melhor fase da banda, com apresença do tecladista Paul Raymond e ainda contando com Michael Schenker que deixaria a banda logo depois.
O LP conta com algum dos maiores clássicos do UFO. O maior destaque fica sem dúvida para a excelente "Doctor Doctor", mas "Lights Out", "Rock Bottom", "Love To Love" entre outras não ficam atrás. Tocadas com muita energia todas as faixas ganharam versões bem superiores as originais de estúdio.
Mais um Lp que pode entrar para a lista dos melhores ao vivo do rock.

VINIL- Disco difícil de achar, bem procurado e duplo. Potanto não costuma sair muito barato. Fica na faixa de 80 reais.


DISCO1

Lado A

  1. "Natural Thing" – (Mogg/Schenker/Way) – 3:57
  2. "Out in the Street" – (Mogg/Way) – 5:07
  3. "Only You Can Rock Me" – (Mogg/Schenker/Way) – 4:08
  4. "Doctor Doctor" – (Mogg/Schenker) – 4:42
Lado B
  1. "Mother Mary" – (Mogg/Parker/Schenker/Way) – 3:25
  2. "This Kids" – (Mogg/Schenker) – 5:11
  3. "Love to Love" – (Mogg/Schenker) – 7:58


DISCO2

Lado A
  1. "Lights Out" – (Mogg/Parker/Schenker/Way) – 5:23
  2. "Rock Bottom – (Mogg/Schenker) – 11:08
Lado B
  1. "Too Hot to Handle" – (Mogg/Way) – 4:26
  2. "I'm a Loser" – (Mogg/Schenker) – 4:13
  3. "Let It Roll" – (Mogg/Schenker) – 4:48
  4. "Shoot Shoot" – (Mogg/Parker/Schenker/Way) – 4:07

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Mountain - Climbing! (1970)

O Mountain foi uma banda americana de hard-rock formada no início dos anos 70 pelo baixista Felix Pappalardi, produtor do Cream e pelo guitarrista e vocalista Leslie West. Para completar a banda foram convidados o tecladista Steve Knight e o baterista Corky Lang. Apesar da banda ter sempre sido elogiada pela crítica nunca conseguiu grande sucesso comercial. O Mountain fazia um som pesado, bem rock and roll, com uma sonoridade crua e de muita qualidade. "Climbing!" é o álbum de estréia e também o grande trabalho da banda. A explosiva faixa de abertura "Mississippi Queen" é o destaque do LP, e também a canção mais conhecida do grupo. A voz forte e a guitarra de West são os pontos altos da faixa. Ela ganhou versões de gente como Ozzy Osbourne, ZZ Top e Grand Funk Railroad.
"Never In My Life", "Silver Paper", "Sittin' On A Rainbow" e "The Boys in the Band", seguem a mesma linha da faixa de abertura, com muita pegada, riffs fortes e muito rock an roll.
"The From an Imaginary Western" e "For Yasgur's Farm" são duas belas baladas, e compeltando duas ótimas faixas acústicas, a instrumental "To My Friend" e "Laird".
Sonzeira da melhor qualidade!

VINIL - Disco difícil de achar, mas não chega a ser uma raridade. Fica na faixa de 70 a 80 reais.


Lado A
  1. "Mississippi Queen" - 2:32
  2. "Theme From an Imaginary Western" - 5:07
  3. "Never in My Life" – 3:53
  4. "Silver Paper" – 3:18

Lado B

  1. "For Yasgur's Farm" – 3:23
  2. "To My Friend" - 3:38
  3. "Laird" - 4:39
  4. "Sittin' on a Rainbow" - 2:22
  5. "The Boys in the Band" – 3:43

Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Beck, Bogert & Appice - Jeff Beck, Tim Bogert & Carmine Appice (1973)

Este é o LP de estréia, e único de estúdio lançado por este sensacional power trio, composto pelo gênio das guitarras Jeff Beck, ex- Yardbirds e Jeff Beck Group, pelo baixita Tim Boggert e pelo baterista Carmine Appice que fizeram parte do Vanilla Fudge e do Cactus.
O convite de Beck para a formação do power trio foi feito antes da dupla Boggert e Appice formar o Cactus, mas um acidente de carro do guitarrista impediu que isso ocorresse. Com o fim do Cactus Beck, já recuperado voltou a fazer o convite, que dessa vez foi aceito.
A reunião desses três grandes talentos do rock não poderia dar em outra coisa senão nesse ótimo LP.
O álbum abre com "Black Cat Moan" um ótimo blues rock com slides sensacionais de Beck. Em seguida "Lady" com vocais que lembram o Cream, e show de técnica dos três e a bela balada "Oh To Love You". A excelente "Superstition", cover do clássico de Stevie Wonder foi o grande sucesso do LP. "Sweet Sweet Surrender" é mais uma balada. "Why Should I Care" volta a quebrar tudo, com bastante rock and roll. "Lose Myself with You" e "Livin' Alone" mantém o ritmo. Fechando vem a melhor balada do álbum "I"m So Proud".
Se você ainda não conhece, pode baixar que não vai se arrepender. Muito bom!


VINIL - Não sei se possui edição nacional, mas o importado sai por cerca de 50 reais.

Lado A
  1. "Black Cat Moan" (Don Nix) – 3:44
  2. "Lady" (Appice/Beck/T. Boggert/J. Bogert/Paul French/Duane Hitchings) – 5:33
  3. "Oh to Love You" (Appice/Beck/T. Bogert/J. Bogert/French/Hitchings) – 4:04
  4. "Superstition" (Stevie Wonder) – 4:15
Lado B
  1. "Sweet Sweet Surrender" (Nix) – 3:59
  2. "Why Should I Care" (R. Kennedy) – 3:31
  3. "Lose Myself with You" (Appice/Beck/T. Bogert/J. Bogert/French) – 3:16
  4. "Livin' Alone" (Appice/Beck/T. Bogert/J. Bogert) – 4:11
  5. "I"m So Proud" (Curtis Mayfield) – 4:12

Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Willie Dixon - I Am The Blues (1970)

Willie Dixon nasceu no Mississipi. Só isso já seria uma grande refrência para a qualidade de sua música. Mas o baixista, cantor e compositor é bem mais do que apenas mais um bluesman vindo da terra do blues. Willie Dixon é um dos grandes nomes e um dos maiores criadores de clássicos do gênero. Isso faz com que o título deste álbum, que soa inicialmente meio pretensioso, seja totalmente aceitável. Dixon é, talvez depois de Muddy Waters, o maior nome do Chicago Blues. Teve grande importância fazendo um link entre o blues e o rock and roll. Tanto é assim que suas canções foram regravadas por muitas das grandes bandas do rock, como o Cream, The Doors, Allman Brothers, Rolling Stones e Grateful Dead entre muitos outros.
Este LP traz muitos dos seus maiores sucessos. Entre eles dois que ficaram muito conhecidos após serem regravados pelo Led Zeppelin no álbum de estréia da banda, "I Can't Quit You Baby" e "You Shook Me". O álbum só tem ótimos blues, e traz outros grandes clássicos como, "Back Door Man", "I Ain't Supertitious" e "Hoochie Coochie Man".
Um dos grandes álbuns e um dos mais influenciadores do blues. Peça obrigatória na coleção dos amantes do gênero.

VINIL - Raridade. Pelo menos no Brasil. Nunca vi pra vender. Em sites de venda internacionais, pode se encontrar até barato.

Lado A
  1. "Back Door Man" - 6:12
  2. "I Can't Quit You Baby" - 6:44
  3. "The Seventh Son" - 4:18
  4. "Spoonful" - 4:58
Lado B
  1. "I Ain't Supertitious" - 4:07
  2. "You Shook Me" - 4:18
  3. "Hoochie Coochie Man" - 4:52
  4. "The Little Red Rooster" - 3:40
  5. The Same Thing" - 4:40

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

The Stooges - The Stooges (1969)

Bom se você é daqueles que acha que o punk rock surgiu no meio dos anos 70 então com certeza não conhece os Stooges.
Este álbum de estréia da banda influenciou toda uma geração de bandas, como Ramones, Sex Pistols e The Clash.
O grande nome da banda é o vocalista Iggy Pop, que na época atendia pelo nome de Iggy Stooge.
O grupo foi descoberto pelo selo Elektra quando a intenção era contratar o MC5, mas ao ver um show dos Stooges, o diretor do selo ficou tão impressionado que os contratou também.
A banda tinha apenas três músicas prontas, e teve que compôr o suficiente para fazer um álbum em apenas dois dias. Isso explica uma ou outra faixa com uma qualidade um pouco inferior. Mesmo assim o grupo conseguiu fazer um álbum com músicas que se tornaram clássicos do punk rock.
Uma delas é a ótima faixa de abertura "1969". O grande destaque fica para a explosiva "I Wanna Be Your Dog", uma verdadeira pauleira, que se tornou um dois maiores clássicos do punk. "We Will Fall" começa muito boa, com seu clima bem Velvet Underground, mas parece ter sido feita pra encher o tempo do disco, e acaba se tornando um pouco cansativa. A divertida "No Fun" é outro grande destaque do álbum.
A banda ainda lançou dois ótimos álbuns, "Fun House" e "Raw Power", que são inclusive considerados superiores.
Mas não sei, esse álbum de estréia do Stooges tem algo de especial. Só ouvindo mesmo pra entender. Mesmo pra quem não é muito fã de punk rock, vale a pena.

VINIL - Disco raro. Dificilmente sai por menos de 100 reais.

Todas as canções escritas por Dave Alexander, Ron Asheton, Scott Asheton e Iggy Pop.

Lado A

  1. "1969" – 4:05
  2. "I Wanna Be Your Dog" – 3:09
  3. "We Will Fall" – 10:18

Lado B

  1. "No Fun" – 5:15
  2. "Real Cool Time" – 2:32
  3. "Ann" – 2:59
  4. "Not Right" – 2:51
  5. "Little Doll" – 3:20

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Johnny Cash - At Folsom Prison (1968)

Não sou um grande fã da country music, muito menos ainda do seu "equivalente" brasileiro. Mesmo assim sou um grande fã de Johnny Cash. Acontece que apesar de ser enquadrado neste estilo, o som de Cash não tem nada a ver com Garth Brooks e cia. Ele faz um som sujo, falando sobre morte, drogas, solidão e todas as experiências ruins que teve na vida e tem um sonoridade muito mais voltada para o blues e para o folk. Dono de um vozeirão incrível Cash canta de uma maneira agressiva e empolgante. At Folsom Prison é um dos dois LPs de grande sucesso que Cash gravou em prisões dos EUA (o outro foi na prisão de San Quentin) e que fizeram a carreira de Cash ressurgir. E é justamente a participação dos espectadores uma das coisas mais legais do disco. Empolgadíssimos nas canções mais animadas e silenciosos nas belas canções, e ainda participativos nos diálogos constantes de Cash com eles.
Fica difícil destacar alguma faixa deste incrível LP, mas não tem como não citar o clássico "Folsom Prison Blues", "Cocaine Blues" com a fantástica participação da platéia, e "Jackson" que conta com a participação de June Carter, que dispensa comentários.
É sem dúvida o grande álbum da carreira de Cash, e um dos LPs ao vivo mais clássicos da música.

VINIL - Não é um disco muito fácil de achar por aqui. Talvez pelo fato do Cash não ser tão conhecido no Brasil, porquê nos EUA o LP vendeu que nem água. Costuma ficar na faixa de 80 a 90 reais.

Lado A
  1. "Folsom Prison Blues" - 2:42
  2. "Dark as a Dungeon" - 3:04
  3. "I Still Miss Someone" - 1:37
  4. "Cocaine Blues" - 3:01
  5. "25 Minutes to Go" - 3:31
  6. "Orange Blossom Special" - 3:00
  7. "The Long Black Veil" - 3:57
Lado B
  1. "Send A Picture of Mother" - 2:10
  2. "The Wall" - 1:36
  3. "Dirty Old Egg-Suckin' Dog" - 1:30
  4. "Flushed From The Bathroom of Your Heart" - 2:17
  5. "Jackson" - 3:12
  6. "Give My Love to Rose" - 2:40
  7. "I Got Stripes" - 1:57
  8. "Green, Green Grass of Home" - 2:29
  9. "Greystone Chapel" - 6:02

Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Faces - A Nod Is As Good As A Wink... To A Blind Horse (1971)

O The Faces foi uma banda de rock surgida a partir do fim do Small Faces. Steve Marriott deixou a banda para se juntar ao Humble Pie, os outros integrantes se juntaram a Rod Stewart e Ron Wood. E são justamente os dois últimos os maiores responsáveis pela grande qualidade deste álbum. Apesar de Ronnie Lane também se destacar como compositor a voz rouca e marcante de Stewart e a guitarra de Wood são os posntos altos do LP.
A Nod Is As Good As A Wink To A Blind Horse é o terceiro álbum da banda. Antes deste LP a banda lançou outros dois ótimos trabalhos, First Step e Long Player.
Apesar de não ter feito tanto sucesso quanto bandas contemporâneas como os Stones e o The Who, a influência do The Faces foi grande. Um exemplo é a sonoridade do Black Crowes que lembra muita a da banda.
O disco alterna momentos de beleza como em "Love Lives Here" e "Debris" com outros com um som mais sujo, e mais rock and roll como na ótima faixa de abertura "Miss Judy's Farm", e "Too Bad". O disco traz também uma divertida cover de "Memphis, Tennessee" de Chuck Berry. O grande destaque do álbum fica pra "Stay With Me" que se tornou o maior sucesso da banda. "That's All I Need" fecha o álbum de forma excelente.
O sucesso da carreira solo de Rod Stewart abafou um pouco este álbum do The Faces, mas uma coisas é certa, apesar de Atlantic Crossing de Stewart ter feito grande sucesso, A Nod Is As Good As A Wink To A Blind Horse é muito melhor.
Grande álbum desta excelente banda.

VINIL - Disco fácil de achar. Fica na faixa de 15 a 20 reais.

Lado A

  1. "Miss Judy's Farm" (Stewart/Wood) - 3:41
  2. "You're So Rude" (Lane/McLagan) - 3:45
  3. "Love Lives Here" (Lane/Stewart/Wood) - 3:06
  4. "Last Orders Please" (Lane) - 2:34
  5. "Stay With Me" (Stewart-Wood) - 4:43
Lado B
  1. "Debris" (Lane) - 4:36
  2. "Memphis, Tennessee" (Chuck Berry) - 5:28
  3. "Too Bad" (Stewart-Wood) - 3:15
  4. "That's All You Need" (Stewart-Wood) - 5:07

Sábado, 3 de Maio de 2008

Grateful Dead - Live/Dead (1969)

O Grateful Dead foi uma banda de rock americana da cidade de São Francisco, de onde saíram a maior parte das grandes bandas do país na época. O grupo é marcado por fases bem distintas. No começo a banda fazia um som bem psicodélico, amado por muitos, criticado por outros tantos, e se tornou uma das bandas mais marcantes do gênero. Ficou famosa por performances fantásticas ao vivo, longas e cheias de improvisos, que nunca conseguiam reproduzir no estúdio. O grande encerramento dessa fase, se deu com este incrível LP ao vivo Live/Dead.
A partir de Workingman's Dead a banda buscou uma sonoridade bem diferente e mais simples, fazendo um som mais country rock misturado com folk e bluegrass. O ponto alto da segunda fase é o clássico American Beauty.
Se tratam praticamente de duas bandas diferentes.
As críticas a fase psicodélica do Dead são totalmente compreensíveis. Havia um certo exagero nas performances, solos intermináveis e um excesso de experimentalismos. Mas é inegável que a capacidade de improviso e o talento do grupo dava direito a banda de exagerar. E nunca esse talento do grupo foi tão bem registrado como em Live/Dead.
A faixa de abertura é incrível, a melhor versão já registrada de "Dark Star" o grande clássico da banda. 23 minutos de pura inspiração e virtuosismo. As duas outras faixas do primeiro disco "St. Stephen", "The Eleven" também são excelentes, e a tranzição de uma pra outra é sensacional.
No disco 2 o destaque maior fica para a empolgante "Turn On Your Love Light". "Death Don't Have No Mercy" é uma espécie de blues psicodélico, enquanto "Feedback" não podia ser mais experimental.
Exagerado ou não, uma coisa é certa, ouvir o Live/Dead é um sensação única.

VINIL - Nunca vi pra vender, então não sei ao certo quanto vale. Acredito que fique na faixa de 80 reais.

DISCO 1

Lado A
  1. "Dark Star" (Grateful Dead, Hunter) – 23:18

Lado B

  1. "St. Stephen" (Hunter, Garcia, Lesh) – 6:31
  2. "The Eleven" (Hunter, Lesh) – 9:18

DISCO 2

Lado A

  1. "Turn On Your Love Light" (Scott, Malone) – 15:05

Lado B

  1. "Death Don't Have No Mercy" (Davis) – 10:28
  2. "Feedback" (McGannahan Skjellyfetti) – 7:49
  3. "And We Bid You Goodnight" (traditional arrangement) – 0:37
Parte 1:




Parte 2:

Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Nazareth - Snaz (1981)

Snaz deveria se chamar It's Naz, aliás esse é o nome oficial do álbum. O problema é que na parte da frente da capa do LP só o que se pode ler é 'Snaz, e foi assim que o álbum ficou popularmente conhecido.
Este álbum é a prova definitiva de que o Nazareth é muito mais do que somente "Love Hurts".
O LP traz o show da banda no Pacific Coliseum em Vancouver no Canadá em maio de 1981. A banda gravou vários shows, mas o deste dia foi considerado o ideal, para fazer parte do álbum. Não é pra menos, é um showzaço.
Todas as 16 faixas ao vivo, são ótimas.
O disco abre com uma espécie de aquecimento, com "On Your Way", com um trecho de "So You Want To Be A Rock 'N Roll Star" do The Byrds.
Em seguida vem a clássica "Razamanas" quebrando tudo, sonzeira! Outros destaques do primeiro disco são o ótimo blues "I Want To Do Everything For You", a versão sensacional de "Cocaine" de J.J. Cale, e de outros clássicos da banda "Beggars Day" e "This Flight Tonight" de Joni Mitchell. No segundo disco as duas canções mais famosas do grupo. "Hair Of The Dog" ficou ainda melhor ao vivo. O mesmo acontece com o maior sucesso do grupo, "Love Hurts", que falem o que quiser, é uma grande canção. Fechando o show a ótima cover do ZZ Top, "Tush".
Grande disco! Um dos melhores do Hard Rock dos anos 80.

VINIL - Disco relativamente fácil de encontrar, só não sai mais em conta por ser duplo. Fica na faixa de 15 a 20 reais.

DISCO 1

Lado A
  1. Telegram: On Your Way/So You Want To Be A Rock 'N Roll Star/Sound Check
  2. Razamanaz
  3. I Want To Do Everything For You
  4. This Flight Tonight
  5. Beggars's Day
Lado B
  1. Every Young Man's Dream
  2. Heart's Grown Cold
  3. Java Blues
  4. Cocaine
  5. Big Boy

DISCO 2

Lado A

  1. Holiday
  2. Dressed To Kill
  3. Hair Of The Dog
  4. Expect No Mercy
  5. Shapes of Things
Lado B
  1. Let Me Be Your Leader
  2. Love Hurts
  3. Tush (Billy Gibbons/Frank Beard/Dusty Hill)
  4. Juicy Lucy (Studio Track)
  5. Morning Dew
Disco 1




Disco 2

Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Roy Buchanan - Live in Japan (1977)

O americano Roy Buchanan foi um guitarrista fantástico, um dos melhores do blues/rock, e é reconhecido por seu talento, pelo menos pelos poucos que conhecem seu trabalho. Roy era chamado de "o melhor guitarrista desconhecido do mundo". E entre os "conhecidos" são poucos os guitarristas que conseguem se comparar ao talento de Buchanan. Possuía um estilo único, sua Fender Telecaster não parecia emitir um som de guitarra, ela parecia cantar e gritar. "Live in Japan" talvez seja o melhor registro do excepcional talento de Roy.
O disco abre com uma cover do Booker T. & the M.G.s, a instrumental "Soul Dressing", seguida pelo ótimo blues "Sweet Honey Dew". A música seguinte sozinha já valeria o disco, uma versão fantástica de Hey Joe. Em seguida vem a agitada "Slow Dow". "Lonely Days Lonely Noghts" nos leva aos anos 50. "Blues Otani" é mais um belo blues, enquanto "My Baby Says She's Gonna Leave Me" é mais rock and roll, com um riff marcante. Fechando o álbum vem a canção mais conhecida de Roy, "Sweet Dreams".
A obra prima deste excepcional guitarrista.


VINIL - Disco bem raro. Nunca vi um desses pra vender então não sei dizer quanto vale, mas com certeza não deve ser nada barato. Fica como sugestão outro LP ao vivo do Buchanan, "Live Stock", muito bom também, que se acha por um bom preço.

Lado A
  1. "Soul Dressing" - 7:17
  2. "Sweet Honey Dew" - 3:28
  3. "Hey Joe" - 9:22
  4. "Slow Dow" - 2:52
Lado B
  1. "Lonely Days Lonely Nights" - 4:12
  2. "Blues Otani" - 7:50
  3. "My Baby Says She's Gonna Leave Me" - 3:23
  4. "Sweet Dreams" - 3:58

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

MC5 - Kick Out The Jams (1969)

Conhece o termo "rock pauleira"? Pois se existe um disco que honre o termo é Kick Out the Jams.
O MC5, foi uma banda americana formada no ano de 1964 em Detroit com o nome de Motor City Five. A banda começou fazendo covers e fazendo um som mais R&B. Quando começaram a compôr a banda começou a fazer um som cada vez mais barulhento e pesado o que levou o baixista Pat Burrows e o baterista Bob Gaspar a deixar a banda. No lugar dos dois descontentes entram Michael Davis no baixo e Dennis Thompson na bateria, compondo com o vocalista Rob Tyner, e com os guitarristas Fred "Sonic" Smith e Wayne Kramer, a formação clássica da banda.
A banda começou a ficar muito conhecida por suas performances explosivas no palco. Tanto que o seu álbum de estréia não poderia ter sido gravado de outra maneira que não ao vivo.
O disco é registra um show da banda no Grande Ballroom em Detroit. A sonzeira furiosa do MC5 começa com "Ramblin Rose" com o divertido vocal de Rob Tyner. A pauleira aumenta ainda mais na faixa título que começa com o grito "Kick Out The Jams Motherfuckers", na versão original em Vinil o "Motherfuckers" foi substituído por "Brothers and Sisters".
O que se escuta daí em diante é energia pura e uma pancadaria alucinante. A velocidade só diminui no ótimo blues "Motor City is Burning", mas sempre com muita distorção.
Kick Out The Jams só tem um problema, só é bom se ouvido no volume máximo. Se você tem um vizinho pagodeiro e procurava um disco para pôr no talo para incomodá-lo, eu indico esse.

VINIL - Disco bem difícil, não costuma sair por menos de 100 reais.

Lado A
  1. "Ramblin' Rose" – 4:15
  2. "Kick Out the Jams" – 2:52
  3. "Come Together" – 4:29
  4. "Rocket Reducer No. 62 (Rama Lama Fa Fa Fa)" – 5:41
  5. "Borderline" – 2:45
Lado B
  1. "Motor City Is Burning" – 6:04
  2. "I Want You Right Now" – 5:31
  3. "Starship" – 8:15

Domingo, 27 de Abril de 2008

Buffalo Springfield - Buffalo Springfield Again (1967)

O Buffalo Springfield foi uma das bandas mais importantes da década de 60, sua combinação de folk e country com um rock mais pesado influenciou diversos grupos que apareceram em seguida. Além disso a banda ficou marcada por revelar grande talentos para a música, como Stephen Stills e Neil Young. Buffalo Springfield Again é o álbum que melhor mostra todo o potencial da banda com ótimas harmonias vocais e belos arranjos.
O disco apresenta uma ótima variedade sonora, devido principalmente a diferença de estilo dos compositores, que deixa bem claro o caminho que seguiriam em suas carreiras. Neil Young contribuiu com canções mais trabalhadas como "Expecting to Fly" e "Broken Arrow" que lembram o seu trabalho em Harvest, e o rock de "Mr. Soul" que já lembra o seu trabalho junto com o Crazy Horse.
Já Stills contribui com canções de vocal forte, combinando um som mais acústico com a presença marcante da guitarra, como em "Bluebird", "Hung Upside Down" e "Rock and Roll Woman", além da ótima "Everydays" com seu clima psicodélico.
As canções de Furay são mais diversificadas, tem o som bem country de "A Child's Claim to Fame", a beleza da calma "Sad Memory" e a empolgante "Good Time Boy" que é cantada pelo baterista Dewey Martin.
Com tantos grandes talentos foi difícil evitar as brigas, e o grupo durou pouco. Lançou apenas três álbuns, todos ótimos, e este é o melhor deles.

VINIL - Disco difícil de encontrar. Fica na faixa de 50 a 60 reais.

Lado A
  1. "Mr. Soul" (Young) – 2:35
  2. "A Child's Claim to Fame" (Furay) – 2:09
  3. "Everydays" (Stills) – 2:38
  4. "Expecting to Fly" (Young) – 3:39
  5. "Bluebird" (Stills) – 4:28
Lado B
  1. "Hung Upside Down" (Stills) – 3:24
  2. "Sad Memory" (Furay) – 3:00
  3. "Good Time Boy" (Furay) – 2:11
  4. "Rock & Roll Woman" (Stills/Crosby) – 2:44
  5. "Broken Arrow" (Young) – 6:13

Sábado, 26 de Abril de 2008

Rainbow - Rising (1976)

O Rainbow foi uma banda criada pelo excepcional guitarrista Ritchie Blackmore depois de sua saída do Deep Purple. Para compor a banda ele convocou um time de peso. Para a bateria Blackmore chamou Cozy Powel que já havia tocado com Jeff Beck e que mais tarde tocaria com gente como Emerson Lake & Palmer, Whitesnake e Black Sabbath. Para os teclados chamou Don Airey que também possui uma extensa lista de bandas com as quais tocou, como Jethro Tull e Judas Priest, e que faz parte da atual formação do Deep Purple. O maior destaque era Ronnie James Dio, que veio da banda Elf e que mais tarde se tornaria uma lenda do Heavy Metal. O menos conhecido era o baixista Jimmy Bain que mais tarde tocaria na banda de Dio.
Rising é o grande disco da banda, que faz um som mais pesado e mais puxado para o metal do que o Deep Purple de Blackmore.
O disco começa muito bem com "Tarot Woman", com sua introdução de teclados deixando a expectativa da pauleira que entra em seguida. "Run With The Wolf" e "Do You Close Your Eyes" trazem um som mais Hard Rock, assim como "Starstruck" um dos maiores destaques do disco e que lembra bastante o Purple.
"Stargazer" começa com sua ótima introdução de bateria, um ótimo riff, e os teclados fazendo um som meio sombrio.
Pra fechar o álbum vem a acelerada "Lights in Black" onde Blackmore brilha.
O álbum já valeria pela formação da banda, mas todas as faixas são ótimas. Uma pérola do Heavy Metal.

VINIL - Não é um disco tão difícil de achar, mas costumam pedir um pouco alto por ele. Não sai por menos de 30 reais.

Todas as canções escritas por Ronnie James Dio e Ritchie Blackmore.

Lado A

  1. "Tarot Woman" – 5:58
  2. "Run with the Wolf" – 3:48
  3. "Starstruck" – 4:06
  4. "Do You Close Your Eyes" – 2:58

Lado B

  1. "Stargazer" – 8:26
  2. "A Light in the Black" – 8:12

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Fats Domino - This Is Fats (1956)

Poucos merecem tanto o título de "pai do rock" quanto Fats Domino. Foi ele quem lançou a canção que serviu de base para o surgimento do gênero, "The Fat Man". A canção foi lançada em 1949, seis anos antes de "Rock Around The Clock" de Bill Halley que muitos consideram o primeiro rock and roll de todos os tempos, e vendeu 1 milhão de cópias. Apesar de pouco conhecido no Brasil, Fats Domino chegou a vender cerca de 65 milhões de discos entre meados das décadas de 50 e 60.
This is Fats
é o terceito álbum do vocalista e pianista, e é o álbum que melhor demonstra toda a genialidade de Fats Domino.
O grande destaque fica por conta da ótima faixa de abertura "Bluebery Hill". Outros destaques são as animadas "Honey Chile", "Blue Monday" e "La-La", as belas "So Long" e "Poor, Poor Me" e a excelente instrumental "The Fat Man's Hop.
Um dos grandes álbuns do rock da década de 50.

VINIL - Disco raro. Nunca vi para vender. Em sites internacionais fica na faixa de 15 a 20 dólares.

Lado A
  1. "Blueberry Hill" (Lewis, Rose/Stock) - 2:21
  2. "Honey Chile" (Bartholomew/Domino) - 1:48
  3. "What's The Reason (I'm Not Pleasing You?)" (Grier/Hatch/Poe/Tomlin) - 2:03
  4. "Blue Monday" (Bartholomew/Domino) - 2:18
  5. "So Long" - (Bartholomew/Domino) - 2:13
  6. "La-La" - (Bartholomew/Domino) - 2:15
Lado B
  1. "Troubles Of My Own" (Bartholomew/Domino) - 2:15
  2. "You Done Me Wrong" (Domino) - 2:05
  3. "Reelin' And Rockin' (Domino/Young) - 2:20
  4. "The Fat's Man Hop" (Domino/Young) - 2:26
  5. "Poor, Poor Me" (Domino) - 2:11
  6. "Trust In Me" (Domino/Jarret) - 2:50

Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Easy Rider - Trilha Sonora do Filme (1969)

Easy Rider é um filme americano de 1969. Conta a história de dois homens que viajam de moto, sem um destino definido, buscando a liberdade e sempre sob o efeito das drogas. Um filme que busca retratar o estilo sexo, drogas e rock and roll daquela época. Dirigido por Dennis Hopper e estrelado pelo próprio Hopper e por Peter Fonda, teve dois fatores que tornaram esse filme ainda mais marcante. Um deles é a performance brilhante do então pouco conhecido Jack Nicholson, indicado ao Oscar daquele ano por ator coadjuvante. Mas o grande destaque do filme é sua trilha sonora.
As canções aparecem no álbum na mesma sequência que aparecem no filme. Duas faixas não foram incluídas no álbum, "Let's Turkey Trot" de Little Eva e "Flash, Bang, Pow," do The Eletric Flag.
A mais clássica música do disco é sem dúvida "Born To Be Wild" do Steppenwolf, que justamente devido ao filme se tornou o maior hino dos motoqueiros de todo o mundo. Outra canção da banda que aparece no álbum é a ótima faixa de abertura "The Pusher". "The Weight" gravado pela The Band em seu álbum de estréia, Music from the Big Pink foi usada no filme mas não teve licença para fazer parte da trilha sonora, para isso foi utilizada uma versão da banda Smith.
Outros grandes destaque ficam por conta de "Wasn't Born to Follow" do The Byrds que faz parte do álbum The Notorious Byrd Brothers, de "If 6 Was 9" do Jimi Hendrix Experience, e de "It's Alright Ma (I'm Only Bleeding)" de Bob Dylan e "Ballad of Easy Rider" de Dylan e Roger McGuinn ambas interpretadas por McGuinn.
O filme é ótimo, mas não seria o mesmo sem essa fantástica trilha sonora.

VINIL - A edição nacional desse LP, que possui uma capa diferente é encontrada por cerca de 15 reais. Importado, que é o que possui a capa que está sendo postada, é encontrado por cerca de 50 reais.

Lado A
  1. "The Pusher" (Hoyt Axton) – Steppenwolf - 5:49
  2. "Born To Be Wild" (Mars Bonfire) – Steppenwolf - 3:37
  3. "The Weight" (Robbie Robertson) – Smith - 4:34
  4. "Wasn't Born to Follow" (Carole King/Gerry Goffin) – The Byrds - 2:03
  5. "If You Want to Be a Bird (Bird Song)" (Antonia Duren) - The Holy Modal Rounders - 2:35
Lado B
  1. "Don't Bogart Me" (Elliot Ingber/Larry Wagner) – Fraternity of Man - 3:05
  2. "If 6 Was 9" (Jimi Hendrix) – The Jimi Hendrix Experienced - 5:35
  3. "Kyrie Eleison/Mardi Gras" (When the Saints) – (Tradicional, arranjo de David Axelrod) - The Electric Prunes 4:00
  4. "It's Alright Ma (I'm Only Bleeding)" (Bob Dylan) - Roger McGuinn – 3:39
  5. "Ballad of Easy Rider" (Roger McGuinn/Bob Dylan) – Roger McGuinn - 2:14

Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Albert King - Born Under A Bad Sign (1967)

Albert King é um dos grandes nomes do blues. Nascido no Mississipi, a terra do blues, King começou a cantar já na infância, quando cantava gospel em uma igreja local.
Profissionalmente começou em um grupo chamado In the Groove Boys. Como artista solo seu primeiro sucesso foi "I'm A Lonely Man", em 1959. Lançou seu primeiro álbum The Big Blues em 1962. O álbum continha "Don't Throw Your Love On Me So Strong" que foi o seu primeiro sucesso.
Born Under A Bad Sign é o segundo LP de King.
Este disco foi o grande trabalho da sua carreira e influenciou milhares de guitarristas, entre eles Jimi Hendrix, Eric Clapton e Stevie Ray Vaughan. O solo de Eric Clapton na música "Strange Brew" é uma cópia nota-a-nota do solo de King na música "Oh, Pretty Woman". Além disso o Cream, além de diversos outros artistas, regravou a música-título em seu LP Wheels Of Fire.
Esta canção é o grande destaque do disco. "Born Under A Bad Sign" se tornou um dos maiores clássicos do blues. O disco é repleto de blues fantásticos, alguns de muita beleza como em "I Almost Lost My Mind" e "As The Years Go Passing By", e outros com muita energia como "Crosscut Saw", "Down Don't Bother Me" e "The Hunter".
Um dos grandes discos da história do blues. Muito bom!

VINIL - É um disco um pouco raro no Brasil, mas em sites de venda internacionais não sai tão caro, fica em torno de 15 dólares.

Lado A
  1. "Born Under A Bad Sign" (Bell/Jones) – 2:47
  2. "Crosscut Saw" (Ford) – 2:35
  3. "Kansas City" (Leiber/Stoller) – 2:33
  4. "Oh, Pretty Woman" (Williams) – 2:48
  5. "Down Don't Bother Me" (King) – 2:10
  6. "The Hunter" (Cropper/Dunn/Jackson/Jones) – 2:45
Lado B
  1. "I Almost Lost My Mind" (Hunter) – 3:30
  2. "Personal Manager" (King/Porter) – 4:31
  3. "Laundromat Blues" (Jones) – 3:21
  4. "As The Years Go Passing By" (Malone) – 3:48
  5. "The Very Thought Of You" (Noble) – 3:46

Sábado, 19 de Abril de 2008

Rory Gallagher - Irish Tour (1974)

O irlandês Rory Gallagher é um dos grandes guitarristas do rock e do blues. Gallagher entrou para a sua primeira banda a Fontana Show Band, que mais tarde veio a se chamar The Impact, com apenas 15 anos. Depois do fim da banda Rory Gallagher formou com Norman Damery e Eric Kitteringhan o Taste. Essa nova banda de Gallagher teve relativo sucesso e foi importante para o surgimento do Heavy-Rock. A banda lançou dois LPs, Taste e On the Boards. Mas foi em carreira solo que Gallagher se destacou, e se firmou como um excepcional guitarrista. O seu segundo LP, Deuce é o seu grande trabalho de estúdio. Mas o grande momento de Gallagher é com este LP, Irish Tour. O álbum traz Gallagher de volta a sua terra natal e consegue captar bem todo o seu potencial e sua performance explosiva ao vivo. Todas as canções do álbum são de longa duração, bem maiores do que as originais de estúdio, e são recheadas de improvisos fantásticos do guitarrista. Nenhuma faixa merece ser ignorada, são todas excelentes.
Talvez fosse a alegria por estar tocando em casa, mas Rory Gallagher estava especialmente inspirado naquela noite de 1974, e o resultado é esse maravilhoso LP.

VINIL - Disco bem raro. Não sei se foi lançado aqui, mas importado já vi pedirem algo em, torno de 200 reais. Acredito que se ache bem mais barato já que em sites de venda internacionais fica em torno de 15 dólares.


DISCO 1

Lado A
  1. "Cradle Rock" (Rory Gallagher) - 7:38
  2. "I Wonder Who" (Morganfield) - 7:52
  3. "Tattoo'd Lady" (Rory Gallagher) - 5:04
Lado B
  1. "Too Much Alcohol" (J.B. Hutto) - 8:30
  2. "As The Crow Flies" (Tony Joe White) - 6:02
  3. "A Million Miles Away" (Rory Gallagher) - 9:29

DISCO 2

Lado A
  1. "Walk On Hot Coals" (Rory Gallagher) - 11:13
  2. "Who's That Coming?" (Rory Gallagher) - 10:05
Lado B
  1. "Back On My Stompin' Ground (After Hours)" (Rory Gallagher) - 5:18
  2. "Maritime" (Rory Gallagher) - 0:33




Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Genesis - Selling England By The Pound (1973)

O Genesis é uma banda britânica, que foi marcada por duas fases bem distintas. Na primeira fase, em que o líder e vocalista da banda era Peter Gabriel o Genesis foi um dos melhores e mais influentes grupos do rock progressivo. Já após a saída de Gabriel, quando o baterista Phil Collins assumiu os vocais a banda passou a faser um som mais pop e de uma qualidade inferior. O maior marco da fase Gabriel é Selling England by the Pound. É a obra prima do Genesis, e uma das maiores obras do rock progressivo. O disco lançado em 1973 estava tão além em termos de criatividade e musicalidade que chegou a ser disco de ouro em 1990 nos Estados Unidos.
Outra marca da banda era a imensa qualidade dos músicos, Steve Hackett na guitarra e violão, Tony Banks nos teclados, Mike Rutherford no baixo, violão e guitarra além de Phil Collins que ainda era "apenas" um excelente baterista. Grande mostra disso é a faixa de abertura "Dancing With the Moonlit Knight", com a maravilhosa combinação do teclado de Banks com a guitarra de Hackett. A ótima "I Know What I Like (In Your Wardrobe)" foi o maior sucesso do álbum. "Firth of Fifth" é não só o maior destaque do álbum como uma das maiores obras do rock progressivo. Um verdadeiro show de Tony Banks, e com direito ainda a um maravilhoso solo de guitarra de Hackett. "More Fool Me", traz Phil Collins nos vocais e é uma pequena amostra do som que o Genesis viria a fazer.
"The Battle Of Epping Forest" e "The Cinema Show" são duas fantásticas composições de mais de 11 minutos onde todos brilham.
Um dos discos mais importantes do rock progressivo, obrigatório para os amantes do gênero.


VINIL - Disco bem fácil de achar. Costuma ficar na faixa de 5 a 10 reais.

Todas as canções de Tony Banks, Phil Collins, Peter Gabriel, Steve Hackett e Mike Rutherford.

Lado A

  1. "Dancing With the Moonlit Knight" – 8:04
  2. "I Know What I Like (In Your Wardrobe)" – 4:07
  3. "Firth of Fifth" – 9:35
  4. "More Fool Me" – 3:10
Lado B
  1. "The Battle of Epping Forest" – 11:49
  2. "After the Ordeal" - 4:13
  3. "The Cinema Show" – 11:06
  4. "Aisle of Plenty" – 1:32

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Janis Joplin - Pearl (1971)

Depois de sair do Big Brother and The Holding Company onde se destacou tanto que os álbuns lançados com a banda em que era vocalista são muitas vezes creditados a ela, Joplin resolveu se dedicar a carreira solo e reuniu uma banda para acompanhá-la, a Full Tilt Boogie Band.
Uma ótima banda que começa mostrando serviço na faixa de abertura, "Move Over".
Em seguida vem um dos maiores sucessos da carreira da cantora, a sensacional "Cry Baby", canção que ninguém nunca conseguiu interpretar com a maestria de Janis.
"A Woman Left Lonely" traz um pouco de beleza. Em seguida vem a swingada "Half Moon".
Joplin foi encontrada morta, de overdose de heroína, antes do álbum ser finalizado. Ela ainda não havia posto os vocais na faixa "Buried Alive In The Blues", que acabou sendo lançada como uma faixa instrumental.
Em "My Baby", assim como nas duas últimas faixas "Trust Me" e "Get It While You Can", a Full Tilt mostra que não era uma banda qualquer.
A ótima "Me and Bobby McGee" foi o maior sucesso da carreira de Joplin chegando ao primeiro lugar das paradas norte-americanas. Mas talvez a canção mais conhecida de Joplin até hoje seja "Mercedes Benz", onde ela é acompanhada apenas por uma batidinha quase imperceptível de fundo. Não precisava de mais, um dos maiores clássicos do rock.
O nome do álbum, Pearl era o apelido de Janis Joplin mas poderia perfeitamente se referir a este álbum, uma verdadeira pérola do rock.

VINIL - Disco fácil. Costuma ficar na faixa de 10 a 15 reais.

Lado A
  1. "Move Over" (Janis Joplin) - 3:43
  2. "Cry Baby" (Jerry Ragovoy, Sam Bell) - 3:58
  3. "A Woman Left Lonely" (Dan Penn, Spooner Oldham) - 3:29
  4. "Half Moon" (John Hull, Johanna Hall) - 3:53
  5. "Buried Alive In The Blues" (Nick Gravenites) - 2:29
Lado B
  1. "My Baby" (Jerry Ragovoy, Mort Shuman) - 3:26
  2. "Me and Bobby McGee" (Kris Kristofferson, Fred Foster) - 4:33
  3. "Mercedes Benz" (Janis Joplin, Bob Neuwirth) - 1:48
  4. "Trust Me" (Bobby Womack, Michael MClure) - 3:17
  5. "Get It While You Can" (Jerry Ragovoy, Mort Shuman) - 3:27

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Crosby, Stills, Nash and Young - Déjà Vu (1970)

No fim dos anos 60 e começo dos anos 70 apareceram os "Supergrupos". O nome foi dado a grupos formado pela reunião de músicos de diferentes bandas. David Crosby (ex-Byrds), Stephen Stills (ex-Buffalo Springfield) e Graham Nash (ex-Hollies) se juntaram e formaram o "Crosby, Stills e Nash" . Com essa formação gravaram um ótimo LP que levava o nome do trio. Para esse segundo álbum chamaram o antigo companheiro de Stephen Stills no Buffalo Springfield, Neil Young.
Déjà Vu traz uma ótima mistura de folk rock e country.
A faixa que abre o disco, "Carry On" é deliciosa, com uma ótima harmonia vocal e um excelente arranjo, grandes marcas do trio/quarteto.
Na mesma linha estão “4+20”, "Déjà Vu" e “Helpless”.
"Teach Your Children" é bem country, enquanto “Almost Cut My Hair” , “Woodstock” e “Everybody I Love You” são mais rock and roll.
O grande destaque do álbum é a bela Country Girl, dividida em 4 partes, com arranjos mais trabalhados.
O termo superbanda cai muito bem para o quarteto, e a maior prova disso é Déjà Vu.

VINIL - Disco relativamente fácil de encontrar. Costuma ficar na faixa de 15 a 20 reais.

Lado A
  1. "Carry On" (Stills) – 4:26
  2. "Teach Your Children" (Nash) – 2:53
  3. "Almost Cut My Hair" (Crosby) – 4:31
  4. "Helpless" (Young) – 3:33
  5. "Woodstock" (Joni Mitchell) – 3:54
Lado B
  1. "Déjà Vu" (Crosby) – 4:12
  2. "Our House"" (Nash) – 2:59
  3. "4 + 20" (Stills) – 2:04
  4. "Country Girl" (Young) – 5:11
    • "Whiskey Boot Hill"
    • "Down, Down, Down"
    • Country Girl (I Think You're Pretty)
  5. "Everybody I Love You" (Stills, Young) – 2:21

Terça-feira, 15 de Abril de 2008

Cactus - Cactus (1970)

O Cactus não é uma banda muito conhecida. O porquê disso eu não faço idéia, porque a banda faz uma sonzeira da melhor qualidade.
Apesar da banda ser americana ela faz Hard Rock e Blues com um som bem característico das bandas inglesas dos anos 70.
A banda surgiu a partir do fim de outra banda, o Vanilla Fudge, que era formada pelo baixista Tim Bogart, o baterista Carmine Appice, o tecladista Mark Stein e pelo guitarrista Vince Martell. A banda chegou até a fazer um certo sucesso mas acabou se separando dois anos depois.
Bogart e Appice convidaram o excelente vocalista Rusty Day do Amboy Dukes e o guitarrista Jim McCarty do Buddy Miles Express.
Foi com esta formação que gravaram este fantástico LP de estréia.
O disco conta com algumas covers. Uma delas é a eletrizante faixa de abertura, "Parchman Farm"de Mose Alison, uma verdadeira porrada. Em seguida uma ótima balada "My Lady From South Of Detroit". Outra cover é "You Can't Judge a Book by the Cover", uma ótima versão, completamente original e pesada da canção do blues de Willie Dixon. Outros ótimos blues são "No Need To Worry" e "Oleo". "Feel So Good" que fecha o álbum tem um longo e espetacular solo de bateria.
Em 2006 a banda retornou as atividades com Appice, Bogert e McCarty da formação original e Jimmy Kunes do Savoy Brow, e lançou um álbum, Cactus V.
Grande banda, discasso!

VINIL - Não é muito fácil de encontrar este LP. Não costuma sair por menos de 60 reais.

Lado A
  1. "Parchman Farm" - 3:05
  2. "My Lady from South of Detroit" - 4:26
  3. "Bro. Bill" - 5:10
  4. "You Can't Judge a Book by the Cover" - 6:30
Lado B
  1. "Let Me Swim" - 3:49
  2. "No Need to Worry" - 6:14
  3. "Oleo" - 4:51
  4. "Feel so Good" - 6:03

Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

B.B. King - Live At The Regal (1965)

B.B King nasceu Riley Ben King, e seu famoso apelido veio do nome artístico que usava na radio WDIA em que trabalhava no fim dos anos 40, Blues Boy King.
Conhecido como o "Rei do Blues", B.B. King nunca teve um álbum de estúdio que tenha sido um grande sucesso. Talvez porquê nunca tenha conseguido transmitir em estúdio a energia que colocava em suas apresentações ao vivo.
Energia essa que transborda em "Live At The Regal". Uma performance explosiva dele e sua banda para uma platéia vibrante.
Talvez quem conheça King da sua fase mais recente, não reconheça sua voz marcante. Afinal fazem mais de 40 anos da gravação deste show.
Mas a forma como ele canta é impressionante. Melhor ainda é sua guitarra carregadíssima de feeling. King é sem dúvida um dos grandes guitarristas de toda a história.
O disco é cheio de diálogos entre King e a platéia, principalmente em "Worry, Worry". São todos ótimos blues executados com maestria. Impossível destacar alguma faixa.
A grande obra do Rei do Blues. Disco essencial!

VINIL - Não acredito que seja tão raro, mas nunca vi pra vender então não sei quanto custa. Mas em sites de vendas internacionais é encontrado até bem barato.

Lado A
  1. "Every Day I Have the Blues" (Memphis Slim) - 2:38
  2. "Sweet Little Angel" (Riley King, Jules Taub) - 4:12
  3. "It's My Own Fault" (King, Jules Taub) - 3:29
  4. "How Blue Can You Get?" (Feather) - 3:44
  5. "Please Love Me" (King, Taub) - 3:01
Lado B
  1. "You Upset Me Baby" (Riley King, Jules Taub) - 2:22
  2. "Worry, Worry" (Davis, Taub) - 6:24
  3. "Woke Up This Morning (My Baby's Gone)" (King, Taub) - 1:45
  4. "You Done Lost Your Good Thing Now" (Joe Josea, King) - 4:16
  5. "Help the Poor" (Singleton) - 2:58

Domingo, 13 de Abril de 2008

Ten Years After - A Space In Time (1971)

O Ten Years After é uma banda inglesa de rock e blues. O grande nome da banda é Alvin Lee, vocalista, compositor de quase todas as composições do grupo e, principalmente, um excepcional guitarrista. O grupo ganhou grande destaque após a sua fantástica participação no Festival Woodstock. Antes deste LP a banda havia lançado ótimos álbuns, destaque principalmente para Stonedhenge, Ssssh e para Undead que continha o grande sucesso da banda "I'm Going Home". Mas pra mim A Space In Time é o melhor deles. Neste álbum a banda banda busca uma sonoridade diferente dos álbuns anteriores, com sons mais trabalhados, variando o blues rock característico da banda com outros ritmos, com sons mais acústicos, e efeitos sonoros. Um ótimo exemplo disso é a faixa "Here They Come". A grande canção do disco é "I'd Love to Change the World", com seu riff marcante. "Over The Hill" é mais uma acústica com um belo arranjo de cordas. A empolgante "Baby Won't You Let Me Rock 'N' Roll You" é puro rock and roll. "Once There Was a Time" traz um som mais country. E fechando o álbum o jazz de "Uncle Jam".
Uma grande mistura de ritmos que tem como resultado este excelente álbum.


VINIL - Disco difícil mas nem tanto de encontrar. Costuma ficar na faixa de 30 reais.

Todas as canções escritas por Alvin Lee menos "Uncle Jam" composta porC. Churchill, A. Lee, R. Lee and L. Lyons.


Lado A

  1. "One of These Days" – 5:52
  2. "Here They Come" – 4:36
  3. "I'd Love to Change the World" – 3:44
  4. "Over The Hill" – 2:28
  5. "Baby Won't You Let Me Rock 'N' Roll You" – 2:16
Lado B
  1. "Once There Was a Time" – 3:22
  2. "Let the Sky Fall" – 4:19
  3. "Hard Monkeys" – 3:10
  4. "I've Been There Too" – 5:44
  5. "Uncle Jam" – 1:57

Sábado, 12 de Abril de 2008

George Harrison - All Things Must Pass (1970)

George Harrison sempre teve pouco espaço para suas canções em álbuns dos Beatles. Mas com certeza não eram por serem inferiores. Tudo bem que concorrer com a dupla Lennon e McCartney não é nada fácil, mas as canções de Harrison sempre estiveram no mesmo nível das composições da dupla. Ele contribuiu com algumas das melhores músicas do grupo, maravilhas como "Something", "While My Guitar Gently Weeps" e "Here Comes The Sun" entre outras.
E a maior prova da genialidade de Harrison está em All Things Must Pass, seu terceiro álbum solo, e primeiro após a separação da banda. E de cara um álbum triplo, com um total de 23 faixas.
Grande parte das músicas deste álbum foram escritas ainda na época que Harrison fazia parte dos Beatles, e que não foram aproveitadas. Para a gravação do álbum Harrison convidou alguns de seus amigos, todos nomes de peso como Eric Clapton, Ringo Starr, Billy Preston, Peter Frampton e o jovem Phil Collins, na época com apenas 19 anos de idade.
O primeiro LP é o melhor deles, contendo as melhores canções do álbum. Entre elas o grande sucesso da carreira solo de Harrison, a belíssima "My Sweet Lord" e a sonzeira de "Wah-Wah". Outros destaques ficam para "I'd Have You Anytime" composta com Bob Dylan, "Isn't It a Pity (version 1)" e "What is Life".
No disco 2 os destaques ficam para a bela faixa de abertura "Beware of Darkness", para a faixa que da nome ao álbum e para "Isn't It a Pity (Version 2)".
O disco 3 é uma grande jam session instrumental, que no LP vem com o nome de Apple Jam, e que conta com a presença de seus convidados especiais.
Se alguém ainda era capaz de duvidar da genialidade de George Harrison, All Things Must Pass tirou qualquer dúvida.

VINIL - Disco um pouco difícil de encontrar. Vem em uma caixa contendo os 3 LPs, que é encontrada por cerca de 70 reais.

Todas as canções escritas por George Harrison menos onde existe referência.

DISCO 1

Lado A

  1. "I'd Have You Anytime" (George Harrison/Bob Dylan) – 2:56
  2. "My Sweet Lord" – 4:38
  3. "Wah-Wah" – 5:35
  4. "Isn't It a Pity (Version 1)" – 7:08

Lado B

  1. "What Is Life" – 4:22
  2. "If Not for You" (Bob Dylan) – 3:29
  3. "Behind That Locked Door" – 3:05
  4. "Let It Down" – 4:57
  5. "Run of the Mill" – 2:49


DISCO 2

Lado A


  1. "Beware of Darkness" – 3:48
  2. "Apple Scruffs" – 3:04
  3. "Ballad of Sir Frankie Crisp (Let It Roll)" – 3:46
  4. "Awaiting on You All" – 2:45
  5. "All Things Must Pass" – 3:44
Lado B

  1. "I Dig Love" – 4:55
  2. "Art of Dying" – 3:37
  3. "Isn't It a Pity (Version 2)" – 4:45
  4. "Hear Me Lord" – 5:46


DISCO 3

Lado A


  1. "Out of the Blue" (Jim Gordon/Carl Radle/Bobby Whitlock/Eric Clapton/Gary Wright/George Harrison/Jim Price/Bobby Keys/Al Aronowitz) – 11:14
  2. "It's Johnny's Birthday" (Bill Martin/Phil Coulter) – 0:49
  3. "Plug Me In" (Jim Gordon/Carl Radle/Bobby Whitlock/Eric Clapton/Dave Mason/GeorgeHarrison) – 3:18

Lado B

  1. "I Remember Jeep" (Ginger Baker/Klaus Voormann/Billy Preston/Eric Clapton/GeorgeHarrison) – 8:07
  2. "Thanks for the Pepperoni" (Jim Gordon/Carl Radle/Bobby Whitlock/Eric Clapton/Dave Mason/George Harrison) – 5:31

Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Casa das Máquinas - Casa de Rock (1976)

Apesar de se falar muito em rock nacional da década de 80, pra mim a década anterior rendeu os melhores álbuns do rock brasileiro.
A maior parte desses grandes álbuns são de rock progressivo. Entre eles inclusive um do Casa das Máquinas, o excelente Lar de Maravilhas. Mas , ao contrário do álbum anterior, em Casa de Rock, o que se escuta é o mais puro rock and roll.
Antes da gravação desse álbum a banda havia passado por algumas mudanças, uma delas bem significativa, a entrada de Simbas nos vocais no lugar de Aroldo (ex-Os Incríveis). O vocal agudo e impactante de Simbas é um dos destaques da sensacional faixa de abertura "Casa de Rock", uma paulada. Rock de enorme qualidade, assim como a faixa seguinte "Jogue Tudo Pra Cabeça". Os riffs marcantes, solos cheios de feeling, a forte presença do teclado e principalmente muita energia são os pontos fortes do disco, em ótimas canções como "Stress", "Londres", "Dr. Medo" uma das melhores do grupo, "Essa é a Vida" e "Eu queria Ser" com seu final explosivo. Mas o disco traz algumas boas baladas como "Certo Sim, Seu Errado", "Lei Do Sonho De Um Vagabundo" e "Mania de Ser".
Um dos melhores álbuns do rock brasileiro, fazendo o verdadeiro rock and roll, muito melhor que qualquer banda surgida no país nas décadas seguintes, e que são tão lembradas e idolatradas. Grande disco, pra se ouvir com o som no talo!

VINIL - Não é muito fácil de encontrar, mas não se trata de uma raridade. Costuma ficar na faixa de 30 reais.

Lado A
  1. "Casa do Rock" (Pisca, Netinho, Catalau) - 3:51
  2. "Jogue Tudo pra Cabeça" (Pisca, Netinho) - 3:51
  3. "Certo sim, Seu Errado" (Netinho, Catalau) - 3:16
  4. "Stress" (Simbas, Marcão) - 3:07
  5. "Londres" (Pisca, Netinho, Catalau) - 3:19
Lado B
  1. "Dr. Medo" (Pisca, Netinho, Catalau) - 4:46
  2. "Mania de Ser" (Pisca, Netinho) - 4:02
  3. "Lei do Sonho de um Vagabundo" (Pisca, Netinho) -
  4. "Essa é a Vida" (Pisca, Netinho) - 3:51
  5. "Eu Queria Ser" (Pisca, Netinho) - 5:27