sábado, 17 de outubro de 2009

Eric Clapton - From the Cradle (1994)


Eric Clapton talvez seja o nome que mais tenha aparecido aqui no Rock Na Vitrola. Já apareceu como o "Derek" do Derek and the Dominos, ao lado do John Mayall's Blues Breakers, com o Cream, no álbum de George Harrison e mais recentemente na banda de Howlin' Wolf. Isso se não estiver me esquecendo de mais algum. Porém não havia postado nenhum álbum solo do "Deus da guitarra", como dizia a famosa pichação no muro de Londres, apesar de, como dito no blog, Derek and the Dominos já poder ser considerado carreira solo.
Enfim, o fato é que esse disco não foi escolhido por acaso. Aliás não faço idéia do porquê de eu ainda não ter postado essa maravilha. O álbum conta com 16 faixas de versões de Clapton para grandes clássicos do blues, e em boa parte delas versões superiores as originais. Pra abrir com tudo a empolgante "Blues Before Sunrise", seguida pela belíssima "Third Degree". A sequência seguinte é incrível. Três dos maiores clássicos do blues, "Reconsider Baby", "Hoochie Coochie Man" e "Five Long Years". A minha preferida é a acústica "How Long Blues", deliciosa de se ouvir. "Blues Leave me Alone" é daqueles blues típicos pra se ouvir num bar tomando sua cerveja. Em "Sinner's Prayer" Clapton mostra que também é um ótimo vocalista. "Motherless Child" foge um pouco do "tema" digamos assim, mas é uma faixa bem bacana. Outro grande clássico vem na sequência, "It Hurts Me Too" de Elmore James. "Someday After a While" é mais um belo Slow Blues. "Driftin" é mais uma acústica. Violão, pé batendo no chão e mais nada. E pra fechar com chave de ouro mais uma do grande Willie Dixon, "Groanin The Blues".
Um dos melhores discos de blues que ouvi na vida. Simplesmente fantástico!
"escrito por Wilsão Campos 17/10/09"

VINIL - Não foi um disco fácil de achar, pelo menos pra mim. Vi poucas vezes a venda tanto na internet quanto em sebos, o que é perfeitamente normal visto que é de 94. Mas o curioso é que as poucas vezes que vi não pediam tanto, na faixa de 20 a 25 reais. E pode ser achado até por cerca de 5 a 10 reais em alguns sebos. Talvez seja um disco fácil e eu que não tenha dado sorte, já que demorei bastante pra encontrar essa pérola.

Lado A
  1. "Blues Before Sunrise" (Leroy Carr) – 2:58
  2. "Third Degree" (Eddie Boyd/Willie Dixon) – 5:07
  3. "Reconsider Baby" (Lowell Fulson) – 3:20
  4. "Hoochie Coochie Man" (Willie Dixon) – 3:16
  5. "Five Long Years" (Eddie Boyd) – 4:47
  6. "I'm Tore Down" (Sonny Thompson) – 3:02
  7. "How Long Blues" (Leroy Carr) – 3:09
  8. "Goin' Away Baby" (Lane) – 4:00

Lado B

  1. "Blues Leave Me Alone" (Lane) – 3:36
  2. "Sinner's Prayer" (Lowell Fulson/Glenn) – 3:20
  3. "Motherless Child" (Traditional) – 2:57
  4. "It Hurts Me Too" (Elmore James) – 3:17
  5. "Someday After A While" (Freddie King/Sonny Thompson) – 4:27
  6. "Standin' Round Crying" (McKinley Morganfield) – 3:39
  7. "Driftin" (Brown/Johnny Moore/Williams) (Johnny Moore's Three Blazers) – 3:10
  8. "Groaning The Blues" (Willie Dixon) – 6:05


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Andwella's Dream - Love and Poetry (1969)

O Andwella's Dream foi uma banda surgida na cidade de Belfast, na Irlanda no meio dos anos 60. A banda inicialmente se chamava Method, mas mudou o nome para Andwella's Dream quando se mudou pra Londres. O nome segundo David Lewis, líder da banda, teria surgido para ele em um sonho. "Love and Poetry" lançado em 1969, retrata bem o fim dos anos 60. Psicodelia, belas melodias, mesclando canções lisérgicas com outras mais pop. Enfim, é uma grande viagem, ótima por sinal.
Mesmo pouco conhecido esse álbum pode seguramente figurar entre os melhores do estilo. A qualidade das canções, e a criatividade da banda impressiona. A primeira faixa "The Days Grew Longer For Love" já mostra bem isso, começa como uma típica canção do rock sessentista, mas conta com a entrada de duas guitarras se intercalando de forma arrepiante. Já a ótima Sunday tem uma pegada mais rock and roll. A faixa seguinte é pura psicodelia, piração total. Daí pra frente fica difícil destacar alguma faixa, são todas muito boas, com um instrumental sensacional.
Daqueles discos que você baixa por curiosidade, ouve sem muita expectativa, e fica de boca aberta depois. Muito bom!
"escrito por Wilsão Campos 15/10/09"

VINIL - Apesar de ser difícil de encontrar não costuma sair tão caro. Quer dizer, pelo menos não pelo que poderia se esperar. Pode ser encontrado por cerca de 80 reais.


Todas as canções de autoria de David Lewis.

Lado A
  1. "The Days Grew Longer For Love" - 03:56
  2. "Sunday" - 03:12
  3. "Lost A Number Found A King" - 06:03
  4. "Man Without A Name" - 02:41
  5. "Clockwork Man" - 02:44
  6. "Cocaine" - 04:59

Lado B
  1. "Shades Of Grey" - 03:37
  2. "High On A Mountain" - 02:32
  3. "Andwella" - 03:15
  4. "Midday Sun" - 03:41
  5. "Take My Road" - 03:22
  6. "Felix" - 04:16
  7. "Goodbye" - 02:17



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Grand Funk Railroad - Live Album (1970)


A transição da década de sessenta para a de setenta foi também um período de transição para o rock and roll. Começam a sair de cena as belas melodias e a psicodelia do fim dos anos 60 e começa a entrar o peso do Hard Rock. E quando se fala de peso, se fala de Grand Funk Railroad. O power trio americano ficou mundialmente conhecido justamente por conseguir fazer um som com muito peso, mas ao mesmo tempo de extrema qualidade. E uma característica marcante da banda é que conseguia passar toda a energia que possuia para os discos de estúdio. Prova disso são os primeiros discos da banda, em especial o Closer To Home, o Grand Funk, mais conhecido como Red Album, e o já postado nesse blog E Pluribus Funk. Mas se no estúdio a banda já era explosiva, imagine então ao vivo. Bom, pra que imaginar quando você pode escutar. O Live Album é um ótimo registro disso. O álbum é uma reprodução exata do que acontece nos show, sem remixagem, sem overdub ou nada do tipo. É aquilo ali, muita energia, muito peso, muito rock and roll. O álbum trás canções de sucesso do grupo como "Are You Ready?", "Paranoid" e "In Need". As ótimas "Heartbreaker" e "Mean Mistreater" são duas baladas "enganosas", já que vão ganhando peso e acelerando até explodir no melhor estilo Grand Funk. O ponto mais alto vem com os quase 14 maravilhosos minutos de "Inside Looking Out" um dos maiores clássicos do grupo.
Se depois de baixar este disco, por algum motivo você não puder aumentar muito o volume, deixa ele aí guardado. No momento certo ponha o som no talo e o coloque pra tocar! Não vai se arrepender. Garanto!
"escrito por Wilsão Campos 11/10/09"

VINIL - Não é tão difícil de se encontrar. Mas é duplo e bastante procurado, portanto bem valorizado. Fica aí na faixa de 30 a 40 reais.

Todas as canções de autoria de Mark Farner menos onde existe nota

DISCO 1

Lado A
  1. "Introduction" -2:26
  2. "Are You Ready" - 3:38
  3. "Paranoid" - 7:19
  4. "In Need" - 10:58

Lado B

  1. "Heartbreaker" - 7:10
  2. "Inside Looking Out" (J. Lomax, A. Lomax, Eric Burdon, Bryan "Chas" Chandler) - 13:43

DISCO 2

Lado A

  1. "Words Of Wisdom" - 0:52
  2. "Mean Mistreater" - 4:53
  3. "Mark Says Alright" (Farner, Don Brewer, Mel Schacher) - 5:13
  4. "T.N.U.C" - 10:54

Lado B

  1. "Into The Sun" - 11:26


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Point Blank - Second Season (1977)

O Point Blank é uma banda americana de Southern Rock, formada em 1974, no Texas. É mais uma pérola desse estilo que possui grandes bandas como o Lynyrd Skynyrd, Allman Brothers e a fase inicial da carreira do ZZ Top. A banda foi descoberta justamente pelo produtor do ZZ Top, Bill Ham, que produziu os dois primeiros discos da banda, um deles este, na minha opinião o melhor deles. Apesar de não ter conseguido fazer o mesmo sucesso, a banda formada pelos guitarristas Rusty Burns e Kim Davies, pelo vocalista John O'Daniel, o baterista Buzzy Gruen e o baixista Philip Petty, não fica atrás dos grandes nomes do gênero em qualidade.
O LP começa com a explosiva faixa "Part Time Lover" com a guitarra fazendo a base para um violão arrebatador. "Back in the Alley" é um bluezão daqueles. A ótima faixa seguinte "Rock and Roll Hideaway" como o nome indica é puro rock and roll. Uma parada para respirar com duas ótimas baladas, "Star and Scars" com solos de arrepiar e um cover de Bob Seger's, "Beautiful Loser". O rock volta com tudo nas três faixas seguintes. E pra fechar mais uma balada "Waiting for a change". Sonzeira de primeira!
"escrito por Wilsão Campos 09/10/09"

VINIL - O Point Blank tem um LP que se acha até com uma certa facilidade, o "The Hard Way" de 1980, outros eu nunca vi, não sei ao certo quanto valem.

Lado A
  1. "Part Time Lover" (Kim Davis, Peter Gruen, James Burns) - 3:54
  2. "Back In The Alley" (Kim Davis, Peter Gruen, James Burns) - 4:14
  3. "Rock And Roll Hideaway"(Kim Davis, Peter Gruen, James Burns) - 3:16
  4. "Stars And Scars"(Kim Davis, James Burns) - 8:19
Lado B
  1. "Beautiful Loser"(Bob Seger's ) - 4:06
  2. "Uncle Ned" (Kim Davis, Peter Gruen, James Burns)- 3:51
  3. "Tattooed Lady"(Kim Davis, James Burns) - 4:14
  4. "Nasty Notions" (Kim Davis Peter Gruen, James Burns) - 3:20
  5. "Waiting For A Change"James Burns - 4:46

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Howlin' Wolf - The London Sessions (1971)


Chester Arthur Burnett, o Howlin Wolf foi um dos maiores bluesman americanos. Alguns fatos já dizem muito sobre Howlin Wolf. Pra início de conversa ele nasceu no Mississippi, a terra do blues. Além disso aprendeu a tocar guitarra com outros grandes bluesman, Charley Patton e Sonny Boy Williamson que também ensinou Howlin a tocar gaita.
The London Sessions foi uma série lançada pela Chess Records no começo dos anos 70. Nesta série quatro consagrados nomes do blues, Muddy Waters, Bo Diddley, Chuck Berry, além do próprio Wolf, tocavam ao lado de jovens britânicos de grande talento. Entre os jovens talentos presentes no disco de Howlin Wolf, simplesmente nomes como Charlie Watts, Steve Winwood e Eric Clapton. Além da participação em algumas faixas de Klaus Voorman, Ian Stewart e Ringo Star.
Dos quatro discos da série, este sem dúvida é o melhor. O vozeirão de Wolf, e mais esse time de feras são responsáveis por versões maravilhosas de grandes clássicos do Blues. Fica até difícil citar alguma mas, “I Ain´t Superticious”, “Sittin´ On Top of the World”, “Worried About My Baby”, “Poor Boy”, “The Red Rooster” e “Killing Floor” são exepcionais.
Mesmo com esse grande time de músicos Howlin Wolf consegue mostrar todo o seu talento, e brilhar.
Se você gosta de blues, esse não pode faltar de maneira alguma na sua coleção.
"escrito por Wilsão Campos 07/10/09"

VINIL - Este LP é encontrado com duas capas diferentes, essa postada é um pouco mais difícil e, portanto, um pouco mais cara, fica na faixa de 25 a 30 reais. A com capa diferente sai por cerca de 10 reais.

Lado A


  1. "Rockin' Daddy" (Howlin' Wolf) - 3:43
  2. "I Ain't Superstitious" (Willie Dixon) - 3:34
  3. "Sittin' On Top Of The World" (Howlin' Wolf) - 3:51
  4. "Worried About My Baby" (Howlin' Wolf) - 2:55
  5. "What A Woman!" (James Olden) - 3:02
  6. "Poor Boy" (Howlin' Wolf) - 3:04

Lado B

  1. "Built For Comfort" (Willie Dixon) - 2:08
  2. "Who's Been Talking?" (Howlin' Wolf) - 3:02
  3. "The Red Rooster (Rehearsal)" (Howlin' Wolf) - 3:58
  4. "Do The Do" (Willie Dixon) - 2:18
  5. "Highway 49" (Joe Lee Williams) - 2:45
  6. "Wang-Dang-Doodle" (Willie Dixon) -3:27

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Burning Plague - Burning Plague (1970)


Conhece Burning Plague? Se você não é mais um garimpeiro de coisas raras do rock e do blues como eu, a resposta provavelmente é não. Mas o fato de ser uma banda totalmente desconhecida não tem absolutamente nada a ver com a qualidade do som que a banda faz. Muito pelo contrário.
Um primeiro fator que a torna pouco conhecida talvez seja sua origem. Burning Plague é da Bélgica, país que contribue com poucas bandas de rock para o cenário mundial.
Porém, o Burning Plague não deixa nada a desejar para as bandas americanas e inglesas do seu estilo musical, o Blues Rock, ou Hard Blues. E no caso da banda, é o Blues que fala mais alto.
Este LP é o único da banda com sua formação original. Nos anos 90, ocorreu uma volta do Burning Plague mas com uma outra formação.
Apesar de não ter feito grande sucesso o Burning Plague chegou a dividir o palco com grandes bandas como o Yes, o Black Sabbath e o Pink Floyd.
A música que abre o disco "A38", é um blues rock, em que o destaque absoluto fica para as guitarras de Michael Heslop e Alex Capelle. Já a faixa seguinte é um slow blues, cheio de feeling. Um dos grandes destaques do disco fica para a terceira faixa, a acústica "Follow That Road", com uma gaita e uma slide guitar arrasadoras. "Hairy Sea" é mais um belo blues, e em seguida vem "Night Travellin' Man" a mais rock and roll do álbum. Nas faixas seguinte, puro blues, e sempre de grande qualidade.
Altamente recomendado!
"escrito por Wilsão Campos 05/10/09"

VINIL - Bom, nem precisa dizer que é raridade né? Não achei o LP a venda em lugar nenhum nem mesmo na internet, então não faço idéia de quanto custa, mas não deve ser nada barato.

Lado A

  1. "A38" - 2:50
  2. "She Went Riding" - 08:13
  3. "Follow That Road" - 03:29
  4. "Hairy Sea" - 06:21

Lado B



  1. "Night Travellin' Man" - 05:20
  2. "First Time I Met You" - 04:37
  3. "Life is Nonsense" - 04:23
  4. "Will I Find Somebody" - 06:06



domingo, 4 de outubro de 2009

The Jimi Hendrix Experience - Electric Ladyland (1968)


O primeiro disco postado no Rock na Vitrola foi "Are You Experienced?" do Jimi Hendrix Experience, trio formado por Mitch Mitchell, Noel Redding e claro, Jimi Hendrix. Sendo assim, pra marcar essa volta do blog mais uma pérola desse gênio da guitarra.

"Electric Ladyland" é o terceiro e último álbum do Jimi Hendrix Experience, e talvez seja o que melhor mostra todo o potencial de Hendrix. Sempre lembrado como um dos, ou o maior guitarrista de todos os tempos, Jimi não era apenas um instrumentista fantástico, era um compositor de imenso talento e que estava sempre inovando e criando tendências que tiveram influência em tudo o que foi feito no rock and roll dali em diante.
Hendrix tirava sons e criava efeitos inacreditáveis com sua guitarra, e sempre com muita naturalidade.
E a medida que a tecnologia de estúdio e os efeitos de guitarra iam se aprimorando, Hendrix sempre fazia o melhor uso possível de tudo isso.
O Lado A do primeiro disco é uma mostra da diversidade musical que Hendrix apresentava naquele momento. A faixa de abertura, a vinheta "And the Gods Made Love", é uma amostra do uso dos efeitos de estúdio. "Have You Ever Been (To Electric Ladyland)" um calmo soul é seguida pela explosiva "Crosstown Traffic". E pra fechar um dos destaques do álbum, o íncrível blues "Voodoo Chile" com seus 15 minutos, dos quais nenhum segundo merece ser descartado.
Outros dois grandes destaques do álbum ficam por conta de duas versões, "Come One", de Earl King e "All Along the Watchtower", de Bob Dylan. Dentre tantas versões existentes desta música, esta de Jimi é, na minha opinião, a melhor delas. Pra fechar esta obra-prima, a ótima "Voodoo Child (Slight Return)".
Uma viagem musical. Disco fundamental!
"escrito por Wilsão Campos 03/10/09"

VINIL - Não chega a ser um disco difícil, porém é muito valorizado, além de ser duplo. Por isso o preço costuma ser um pouco salgado. Possui três capas diferentes. O LP que possui esta capa postada no blog é o mais caro, chega a custar entre 80 e 100 reais. As outras duas podem ser encontradas por cerca de 60 reais.

Todas as canções são de Jimi Hendrix, exceto onde comentado
DISCO 1
Lado A
  1. "...And The Gods Made Love" - 1:21
  2. "Have You Ever Been (to Electric Ladyland)" - 2:12
  3. "Crosstown Traffic" - 2:25
  4. "Voodoo Child" - 15:05
Lado B
  1. "Little Miss Strange" (Noel Redding) - 2:50
  2. "Long Hot Summer Night" - 3:30
  3. "Come on (Let The Good Times Roll)" (Earl King) - 4:10
  4. "Gypsy Eyes" - 3:46
  5. "Burning Of The Midnight Lamp" - 3:44
DISCO 2
Lado A
  1. "Rainy Day, Dream Away" - 3:43
  2. "1983... (A Merman I Should Turn To Be)" - 13:46
  3. "Moon, Turn The Tides...Gently Away" - 1:01
Lado B
  1. "Still Raining, Still Dreaming" - 4:24
  2. "House Burning Down" - 4:35
  3. "All Along The Watchtower" (Bob Dylan) - 4:01
  4. "Voodoo Child (Slight Return)" - 5:14

quarta-feira, 25 de junho de 2008

UFO - Strangers In The Night (1978)

O UFO é uma banda inglesa de Hard Rock, formada em 1969. Composta em sua formação original pelo vocalista Phil Mogg, pelo guitarrista Mick Bolton, pelo baixista Pete Way e pelo baterista Andy Parker a banda que anteriormente se chamava Hocus Pocus, teve grande importância para o surgimento do Heavy Metal.
Após lançar dois álbuns com essa formação, Mick Bolton deixa o grupo e é substituído por Michael Schenker, fazendo a formação mais clássica da banda.
O UFO possui alguns ótimos trabalhos de estúdio como Phenomenon e Lights Out. Mas o ao vivo Strangers In The Night é sem dúvida o ponto mais alto da carreira do grupo. O álbum foi gravado durante uma turnê americana do álbum Lights Out, e marca a melhor fase da banda, com apresença do tecladista Paul Raymond e ainda contando com Michael Schenker que deixaria a banda logo depois.
O LP conta com algum dos maiores clássicos do UFO. O maior destaque fica sem dúvida para a excelente "Doctor Doctor", mas "Lights Out", "Rock Bottom", "Love To Love" entre outras não ficam atrás. Tocadas com muita energia todas as faixas ganharam versões bem superiores as originais de estúdio.
Mais um Lp que pode entrar para a lista dos melhores ao vivo do rock.
"escrito por Wilsão Campos 25/06/08"

VINIL- Disco difícil de achar, bem procurado e duplo. Potanto não costuma sair muito barato. Fica na faixa de 70 reais.


DISCO1

Lado A


  1. "Natural Thing" – (Mogg/Schenker/Way) – 3:57
  2. "Out in the Street" – (Mogg/Way) – 5:07
  3. "Only You Can Rock Me" – (Mogg/Schenker/Way) – 4:08
  4. "Doctor Doctor" – (Mogg/Schenker) – 4:42
Lado B

  1. "Mother Mary" – (Mogg/Parker/Schenker/Way) – 3:25
  2. "This Kids" – (Mogg/Schenker) – 5:11
  3. "Love to Love" – (Mogg/Schenker) – 7:58


DISCO2

Lado A

  1. "Lights Out" – (Mogg/Parker/Schenker/Way) – 5:23
  2. "Rock Bottom – (Mogg/Schenker) – 11:08
Lado B

  1. "Too Hot to Handle" – (Mogg/Way) – 4:26
  2. "I'm a Loser" – (Mogg/Schenker) – 4:13
  3. "Let It Roll" – (Mogg/Schenker) – 4:48
  4. "Shoot Shoot" – (Mogg/Parker/Schenker/Way) – 4:07

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Mountain - Climbing! (1970)

O Mountain foi uma banda americana de hard-rock formada no início dos anos 70 pelo baixista Felix Pappalardi, produtor do Cream e pelo guitarrista e vocalista Leslie West. Para completar a banda foram convidados o tecladista Steve Knight e o baterista Corky Lang. Apesar da banda ter sempre sido elogiada pela crítica nunca conseguiu grande sucesso comercial. O Mountain fazia um som pesado, bem rock and roll, com uma sonoridade crua e de muita qualidade. "Climbing!" é o álbum de estréia e também o grande trabalho da banda. A explosiva faixa de abertura "Mississippi Queen" é o destaque do LP, e também a canção mais conhecida do grupo. A voz forte e a guitarra de West são os pontos altos da faixa. Ela ganhou versões de gente como Ozzy Osbourne, ZZ Top e Grand Funk Railroad.
"Never In My Life", "Silver Paper", "Sittin' On A Rainbow" e "The Boys in the Band", seguem a mesma linha da faixa de abertura, com muita pegada, riffs fortes e muito rock an roll.
"The From an Imaginary Western" e "For Yasgur's Farm" são duas belas baladas, e compeltando duas ótimas faixas acústicas, a instrumental "To My Friend" e "Laird".
Sonzeira da melhor qualidade!
"escrito por Wilsão Campos 23/06/08"

VINIL - Disco um pouco difícil de achar, mas não chega a ser raro. Fica na faixa de 60 a 70 reais.

Lado A

  1. "Mississippi Queen" - 2:32
  2. "Theme From an Imaginary Western" - 5:07
  3. "Never in My Life" – 3:53
  4. "Silver Paper" – 3:18

Lado B

  1. "For Yasgur's Farm" – 3:23
  2. "To My Friend" - 3:38
  3. "Laird" - 4:39
  4. "Sittin' on a Rainbow" - 2:22
  5. "The Boys in the Band" – 3:43

terça-feira, 20 de maio de 2008

Beck, Bogert & Appice - Jeff Beck, Tim Bogert & Carmine Appice (1973)

Este é o LP de estréia, e único de estúdio lançado por este sensacional power trio, composto pelo gênio das guitarras Jeff Beck, ex- Yardbirds e Jeff Beck Group, pelo baixita Tim Boggert e pelo baterista Carmine Appice que fizeram parte do Vanilla Fudge e do Cactus.
O convite de Beck para a formação do power trio foi feito antes da dupla Boggert e Appice formar o Cactus, mas um acidente de carro do guitarrista impediu que isso ocorresse. Com o fim do Cactus Beck, já recuperado voltou a fazer o convite, que dessa vez foi aceito.
A reunião desses três grandes talentos do rock não poderia dar em outra coisa senão nesse ótimo LP.
O álbum abre com "Black Cat Moan" um ótimo blues rock com slides sensacionais de Beck. Em seguida "Lady" com vocais que lembram o Cream, e show de técnica dos três e a bela balada "Oh To Love You". A excelente "Superstition", cover do clássico de Stevie Wonder foi o grande sucesso do LP. "Sweet Sweet Surrender" é mais uma balada. "Why Should I Care" volta a quebrar tudo, com bastante rock and roll. "Lose Myself with You" e "Livin' Alone" mantém o ritmo. Fechando vem a melhor balada do álbum "I"m So Proud".
Se você ainda não conhece, pode baixar que não vai se arrepender. Muito bom!
"escrito por Wilsão Campos 20/05/08"

VINIL - Não é um disco difícil, pode ser encontrado na faixa de 20 a 30 reais.

Lado A
  1. "Black Cat Moan" (Don Nix) – 3:44
  2. "Lady" (Appice/Beck/T. Boggert/J. Bogert/Paul French/Duane Hitchings) – 5:33
  3. "Oh to Love You" (Appice/Beck/T. Bogert/J. Bogert/French/Hitchings) – 4:04
  4. "Superstition" (Stevie Wonder) – 4:15
Lado B
  1. "Sweet Sweet Surrender" (Nix) – 3:59
  2. "Why Should I Care" (R. Kennedy) – 3:31
  3. "Lose Myself with You" (Appice/Beck/T. Bogert/J. Bogert/French) – 3:16
  4. "Livin' Alone" (Appice/Beck/T. Bogert/J. Bogert) – 4:11
  5. "I"m So Proud" (Curtis Mayfield) – 4:12